E após uma década de muitos altos e baixos, o Helloween havia ressurgido na segunda metade dos anos 90 com obras como “Master of The Rings” e “The Time of The Oath”, provando que poderia ter uma vida prolongada com Andi Deris nos vocais (que foi muito perseguido pelos fãs de Kiske por um longo tempo, verdade seja dita). Mas outros, como “The Dark Ride” (que fugiu bastante do estilo da banda) e “Rabbits Don’t Come Easy” (que é a retomada, embora pouco inspirado) mostram a banda novamente perdendo o pique. Mas parece que as saídas de Roland Grapow (guitarra) e Uli Kusch (bateria) deram uma oportunidade de mudança. Entraram Sascha Gerstner nas guitarras (ex-Freedom Call) e Dani Löble na bateria.

Com esse line-up estabilizado, e devido a um comentário de alguém da gravadora japonesa, que com essa formação o quinteto poderia fazer mais um “Keeper”, lá foram eles e fizeram “Keeper of The Seven Keys – The Legacy”.

Tá, verdade seja dita: a banda está muito bem, pois tudo está funcionando musicalmente. O velho estilo está de volta, mas com alguns toques diferentes. Óbvio, já que o quinteto sofreu mudanças na formação, com Sascha e Dani são ótimos músicos. Mas não me levem a mal: o lado das canções deixa a desejar.

Antes de tudo, o lado positivo é a pegada dos dois membros novos, que deram um toque de classe e técnica que não era tão evidente antes. Mas as duas partes anteriores de “Keeper…” são muito marcantes, o ápice do Helloween em termos criativos. Logo, chamar esse disco assim é apelativo, cheira a campanha publicitária, uma estratégia para tentar reaver os fãs antigos.

Produzido, mixado e masterizado por Charlie Bauerfeind, óbvio que a sonoridade se distancia muito do que se ouviu em “The Time of The Oath” e “Better Than Raw”, buscando algo mais limpo e definido. Mas como sempre, esta definição veio às custas do peso e da agressividade de uma banda, o que é um traço de tudo que é produzido por Charlie. Mas acho que os fãs do grupo não se preocupam com esse aspecto.

A banda é boa, está bem, mas não em um estado de inspiração grandioso. “The King ForA a 1000 Years” (com seus mais de treze minutos de duração), “Born On Judgment Day” (onde Andi se esforça para tentar tons altos como os de Kiske), a pegajosa “Pleasure Drone”, a engraçadinha “Mrs. God” e a também longa “Occasion Avenue” são as melhores, mas apesar de serem boas canções, estão muito distantes do que a banda fez nas duas partes de “Keepers…”, e não adianta teimosia de fã e outras desculpas chatas.

Tirando o nome, é um disco bom, mas apenas isso.

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Formação:
Andi Deris (vocal);
Michael Weikath (guitarra);
Sascha Gerstner (guitarra);
Markus Grosskopf (baixo);
Dani Löble (bateria).

Faixas:

CD 1:
01 – The King For A 1000 Years
02 – The Invisible Man
03 – Born On Judgment Day
04 – Pleasure Drone
05 – Mrs. God
06 – Silent Rain

CD 2:
01 – Occasion Avenue
02 – Light The Universe
03 – Do You Know What You Are Fighting For?
04 – Come Alive
05 – The Shade In The Shadows
06 – Get It Up
07 – My Life For One More Day

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