Pirate Metal: confira 11 músicas de temática pirata

by Roadie Metal

Música é arte, e de arte o Metal e o Rock entendem. Ao garimpar camadas cada vez mais profundas de “rocha” e de “metal”, é possível encontrar todo tipo de forma de executar os gêneros. Umas são mais brutas; outras, mais teatrais. Porém, todas autênticas.Entre as inúmeras temáticas abordadas por diversas bandas ao redor do mundo, uma que vem ganhando cada vez mais simpatizantes é a que versa sobre pirataria, bebedeira, caças a tesouros… algo que se estende até à atmosfera das músicas em si.

As bandas que se sujeitam a interpretar piratas e tudo que diz respeito a eles, seus costumes e lendas, podem ser de quaisquer estilos: Death, Thrash, Folk, Power, Heavy… mas todas se compactam no interior de um rótulo já famoso e generalista: o Pirate Metal/Rock. Interessante como é, vale a pena garimpar um pouco mais para descobrir um pouco do que existe nesse universo divertido, bem-humorado e extremamente teatral. Por isso, bucaneiros, chega de beber rum e de brigar entre si, pois a âncora deve ser erguida e as velas içadas para iniciar a viagem pela lista abaixo com 11 músicas abordando essa temática, a fim de expandir o conhecimento de novas bandas, bem como refrescar o conhecimento sobre outras!

Ahoy!

Running Wild – Under Jolly Roger

É sensato começar a lista com o principal pilar do Pirate Metal: o Running Wild. Com seu Heavy Metal que bebe de fontes Speed e resquícios de Power, os alemães desempenham importante papel no gênero desde os anos 80 e tem fãs apaixonados no mundo inteiro. A sonoridade pirata não é sempre tão evidente, já que a maior parte do tempo as músicas são mais secas e puramente Metal, mas refrões marcantes e sons ambiente nas músicas dão o enfeite necessário para transmitir a atmosfera que desejam. Banda indispensável para quem gosta do estilo.

Red Flag Crew – Mermaids

Novo nos mares, o Red Flag Crew é uma tripulação espanhola formada em 2014 na cidade de Zaragoza que aposta numa abordagem que unifica Folk Metal e Melodic Death Metal. Os teclados conferem os divertidos adornos do gênero com efeitos base – por vezes épicos – de acordeões, violinos e piano, enquanto o Melodic Death Metal faz o restante do papel, mas sem muita pancadaria, e sim bastante harmonia. Os vocais são quase estridentes guturais rasgados. Possuem apenas um álbum por enquanto: “Tides of Blood”, lançado em 2015.

Scuurvy – Across The Seven Seas

Os navegantes australianos do Scuurvy já estão há bastante tempo sem lançar quaisquer registros em possíveis diários de bordo, se é que usam um – ou se é que sabem escrever. Naturais de Brisbane, essa galera lançou em 2008 seu único álbum “Across The Seven Seas”, onde apresentaram uma sonoridade voltada ao Heavy Metal com detalhes de Power. As músicas são bastante curtas, diretas e pesadas, usufruindo de técnicos solos e um vocal pra lá de malvado e pirata, que adora proferir maléficas risadas, expondo seu dente de ouro.

Confraria da Costa – Coisas Piores Acontecem No Mar

Não duvide da inteligência de todos os piratas, pois alguns podem te impressionar. É o que geralmente acontece quando os piratas brasileiros do Confraria da Costa chegam ao conhecimento de alguém. Fazendo música diretamente dos mares de… Curitiba, o conjunto apresenta uma musicalidade bastante centrada no Folk Rock, com amplas influências de Blues e também pitadas de Progressive Rock. Suas canções são bem-humoradas, divertidas e recheadas de inteligentes trocadilhos cantados com um grave vocal sarcástico e esnobe, mostrando que vivem bêbados de rum, provocando motins, mas não são bobos, não. O Confraria da Costa sempre conquista novos fãs. Sempre. Só não tente subir no navio.

Red Rum – Legends

Esses ingleses também são novos e navegam bastante pelo canal inglês com seu denso e agressivo Folk/Death Metal. Vistos pela primeira vez em 2011 à bordo de seu navio, os marujos contam com apenas o álbum “Booze and Glory” na discografia, lançado em 2015. Sua musicalidade é turbulenta e bem preenchida, cheia de efeitos sintéticos típicos da temática, complementados por pesadas guitarras e um impositivo vocal gutural mais puxado para o drive do que pro gutural pleno.

Barbaria – Blackbeard

Existem mais bucaneiros no Brasil, acredite ou não. E não têm humor menos imprevisível do que os demais! O Barbaria é de Mogi Mirim/SP e, por sua vez, executa um Heavy Metal que não recorre muito a teclados ou efeitos extras para transmitirem a atmosfera da temática pirata. Tudo se resume às harmonias corretas nos instrumentos que levam ao swing típico da proposta, e à letras sobre pirataria, bebedeiras e problemas interpretados por um vocal pesado, carregado de drive, digno de um capitão que é melhor não pisar no calo – caso acerte a perna de verdade. Os bucaneiros estão em atividade desde 2008 e lançaram o álbum “Watery Grave” em 2013. Nos próximos trabalhos, passarão a compôr letras em português.

The Dread Crew of Oddwood – Queen’s Decree

Por que não algo acústico também? Não é Rock ou Metal, mas é feito por headbangers! Direto de San Diego, na Califórnia, o The Dread Crew of Oddwood aposta suas fichas em canções acústicas e muito, muito teatrismo na interpretação de suas ricas e divertidas letras. Tendo iniciado suas atividades em 2008, já possuem três álbuns na discografia e um quarto está à caminho. É levantamento de astral na certa!

Swashbuckle – Cruise Ship Terror

Esses baderneiros de Nova Jersey já são um pouco mais conhecidos em relação a outros, até por serem vistos à deriva desde 2005, mas pode ser que você nunca tenha dado uma chance. Deveria, ainda mais se curte Thrash Metal. Pois é! Executam um alucinado Thrash Metal/Crossover com alguns sons ambiente, que aparecem principalmente nos interlúdios entre canções. De forma geral, até pela postura vocal, são praticamente um Toxic Holocaust pirata. Não acionam muito os backing vocals para dar coro a gritos piratas. “Cruise Ship Terror” é uma das exceções, mas desempenham muito bem seu papel e não deixam de fazer algo inusitado. Não se importe com a sensação de correria e alerta após a audição. É normal. O navio é bom e navega rápido. As velas são novas – e roubadas.

Verbal Deception – Voyage

Esquecida nas geladas águas canadenses, a tripulação do Verbal Deception não é avistada por muitos pescadores desde 2006, quando lançaram seu único álbum “Aurum Aetus Piraticus”. Porém, sua musicalidade foi perpetuada em cartas marítimas que permitem contemplar uma sonoridade levada a devastadores e fechados guturais que lideram uma sonoridade mestiçada entre Death Metal e Folk Metal. O contraste entre a agressividade e a “fofa” melodia dos teclados acaba por ter um resultado bastante positivo. Talvez tenham encontrado algum tesouro viking enterrado em alguma ilha no Mar Ártico e estão vivendo bem, longe de outros piratas que eventualmente queiram roubá-los.

Lagerstein – The Rum Thieves

Essa é provavelmente a tripulação mais estranha, à bordo do navio mais inusitado que você já terá visto na vida! Lagerstein é o nome do próprio navio… ele nunca afunda, nem sequer molha… é porque trata-se de um navio que VOA! Sim! E isso faz com que seus tripulantes com cérebro do tamanho de um caroço de feijão – mas que funciona – cozinhem águias no almoço! Os australianos de Brisbane já inclusive cruzaram os céus até a Europa para apresentar seu único, divertido e interessantíssimo álbum “Drink ‘Til We Die”, lançado em 2012. Eles calcam no Folk Metal e também são bastante teatrais. Ainda contavam com o vocalista e capitão Ultralord quando o disco foi gravado, imprimindo uma postura vocal que varia desde fortes drives piratas até melódicos vocais com oscilantes vibratos. As confianças estão depositadas agora no Captain Gregaaarrr na linha de frente.

Alestorm – Keelhauled

Que lista sobre Pirate Metal que se preze não incluiria o maior representante contemporâneo do gênero, o Alestorm? Não é preciso falar muito sobre o “True Scottish Pirate Metal” desses caras. Não são tão famosos à toa. Folk/Power Metal de primeira linha.

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2 comments

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Carlos Wendas 29 de novembro de 2015 - 11:05 am

Poderia ter também a Seven Seas do Visions of Atlantis

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Édipo Santos 16 de janeiro de 2016 - 8:11 am

Esqueceram de mencionar Alestrom

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