Segue a viagem pelo continente, explorando o extremo norte de nossas fronteiras, as regiões de alta altitude, de frente para o Oceano Pacífico, e a parte central do território

Witchtrap – Colombia

O Witchtrap lançou o primeiro de seus quatro álbuns em 2002, mas a atual formação está inalterada somente a partir do segundo disco, “No Anesthesia”, de 2006. Seu mais recente trabalho, “Trap The Witch”, saiu em 2015 e, vou dizer, é praticamente impossível não se amarrar de imediato em um disco cuja primeira faixa se chama “Lemmy”! Se você não se arrepiar com o trecho que canta “49% Motherfucker, 51% Son of a bitch”, talvez esteja curtindo o tipo errado de música. A banda é uma legítima seguidora do Sodom dos primeiros anos, inclusive na abordagem das temáticas Black Metal, com uma sonoridade crua e direta.

https://www.youtube.com/watch?v=WpDok32KvME

Morrighon – Suriname

As nações sul-americanas que não sofreram colonização latina foram, também, coincidentemente, as mais difíceis na minha tentativa de localizar bandas de Heavy Metal que já tivessem, pelo menos, lançado algum disco. Das Guianas, até o momento, nada, mas, do Suriname, surgiu essa batalhadora banda, radicada na simpática cidade de Paramaribo. Embora já tenha mais de uma década de atividade, o Morrighon só veio a lançar o seu primeiro disco “Silence Of Creatures” em 2015 e seu estilo está mais próximo do que era o Black Metal e o Death Metal em seu nascedouro.

Hate – Bolivia

O boliviano Hate lançou, em 2016, o álbum “Prevalecer”, que é seu sexto disco desde a estréia em 1998. Esse é o primeiro trabalho com a presença do vocalista Raul Del Villar e do baixista Dinko, tendo ambos entrado para cumprir o papel que Vladimir Mendieta exercia sozinho, desde o começo. O Thrash Metal da banda aborda temas sociais em suas letras, que são valorizadas pelo fato de cantarem em sua língua natal e pela interpretação de Raul, que alterna constantemente os tons mais graves e agressivos com pequenas intervenções rasgadas, como se houvesse um diálogo interior em sua cabeça, deixando as canções bem dinâmicas.

Lefutray – Chile

Em quase dez anos de atividade, o Lefutray já lançou três álbuns, sendo que “Oath”, de 2015, é o mais recente. A formação, que começou como quinteto, hoje resume-se a quatro membros, tendo permanecido, desde o começo, o baterista Yonattan Muñoz e o guitarrista Cristian Olivares, mas isso não afeta o desempenho da banda, que executa um Death Metal bem rápido e trabalhado, com muita influência de Morbid Angel.

The Profane – Paraguai

Em 2006, as bandas Chrome Division e I ganharam destaque na mídia por serem projetos de integrantes de formações de Black Metal – Dimmu Borgir e Immortal – voltadas para um som hard bem sujo, estradeiro, com muita pegada de Motorhead. Para esta The Profane, natural de Assunção, no Paraguai, nenhuma novidade, pois desde a demo “Death & Roll From Hell”, eles já vinham nesse estilo. De lá pra cá, foram lançados um EP e dois álbuns, sendo “Unholy Rock´n´Roll” de 2015, o mais recente.