A guitarra entra de forma a oferecer um vislumbre de proposital dissonância. Causando um breve estranhamento no ouvinte, o instrumento permite que a canção logo desemboque em um contexto distorcido e intenso que denuncia o embasamento em relação à estética do metal alternativo. Curiosamente, ao fluir para o seu primeiro verso, a faixa apresenta um cenário de mansidão surpreendente que chega a sugerir agradáveis nuances de torpor.
Delicada e com direito a uma base melódica sintética que beira o atmosférico, a faixa começa a esboçar melancolia e um tom dramático exortado a partir da forma como o vocalista dá vida ao enredo lírico. Introspectiva, mas de nuances sentimentalmente viscerais, Divendres se mostra uma faixa potente, especialmente por contar com a presença de Simon Bachrach.