Escolher cinco álbuns por ano é uma tarefa muito difícil. Por um lado, é bom porque isso significa que somos privilegiados em poder escolher. Por outro, fazer um recorte significa que deixamos algo de fora. E fica pior ainda em 2004, ano em que várias bandas clássicas lançaram trabalhos interessantes, algumas bandas começaram, outras tiveram seus melhores álbuns. Como fazer um recorte justo de 2004?

Tony Iommi with Glenn Hughes – The 1996 Dep Sessions

Quando me deparei com esse lançamento de 28 de setembro de 2004, ele foi para o topo da minha lista. Não vejo outro lugar para colocar esse trabalho com duas lendas. Apesar de lançadas em 2004, essas gravações foram feitas em 1996, gravadas no Cabin Studios, em Coventry e no estúdio da banda UB40, DEP Studios, em Birmingham. Tony resolveu compor músicas para seu álbum solo e se perguntou: quem poderia dar voz a elas de maneira justa? Glenn Hughes, dono de um vozeirão que continua poderoso até os dias de hoje. Pois bem, os dois resolveram se encontrar e ver o que surgiria dali. A primeira gravação tem, além de Tony e Glenn, Dave Holland na bateria, contribuições de teclado de Don Airey, Geoff Nicholls e o engenheiro Mike Exeter. Mas ficou por isso mesmo, eles seguiram outros caminhos, mas a web nunca perdoa. Surgiu um bootleg e o Tony resolveu lançar isso com a qualidade que merecia e com todas as músicas. A bateria então ficou por conta de Jimmy Copley, que junto com Tony e o engenheiro original Mike Exeter começaram a mixar o CD.

Tony Iommi with Glenn Hughes – The 1996 Dep Sessions
Data de Lançamento: 28/09/2004
Gravadora: Sanctuary

Tony Iommi – Guitarra
Glenn Hughes – Vocals, Baixo
Don Airey – Teclado
Geoff Nicholls – Teclado
Mike Exeter – Teclado
Jimmy Copley – Bateria

Faixas:
Gone, From Another World, Don’t You Tell Me, Don’t Drag The River, Fine, Time Is The Healer, I’m Not The Same Man, It Falls Through Me, Personnel.

Motörhead – Inferno

Eu já tinha deixado Motörhead de fora de uma lista e jurei para mim mesma que iria incluir na próxima oportunidade, e aqui estamos. A banda lançou o álbum “Inferno” em 22 de junho de 2004, pela Sanctuary Records. Ele foi gravado no Maple Studios, nesse mesmo ano. O 17° álbum do “power trio” tem 12 faixas, sendo “Suicide” a mais longa com cinco minutos e “Smiling Like A Killer” a mais curta, com menos de 3 minutos. “Inferno” também marca o primeiro trabalho com o produtor Cameron Webb.

Motörhead foi acusado de produzir o mesmo álbum diversas vezes. Injustiça, né? Sobre isso, Mikkey Dee uma vez disse: “Eu estou preso comigo mesmo, porque eu que vou tocar isso para o resto da minha vida. Essa é a minha carreira. Se eu escrever coisas que eu não goste, e nós fizermos álbuns ruins ou qualquer coisa que não seja Motörhead, seremos nós que ficaremos lá tocando isso.”

“Inferno” contou com a participação de Steve Vai em duas faixas “Terminal Show” e no solo espetacular de “Down On Me”. Em uma lista feita pelo Lemmy sobre as dez músicas que definiriam a vida dele, publicada na Rolling Stone, o baixista de voz rouca escolheu “In the Black”, lançada em “Inferno”. “Compus essa música para reatar com minha namorada negra. Ron Jeremy nos apresentou, e isso é legal. Ficamos indo e voltando por 20 anos. Ainda continuamos tentando fazer isso dar certo. Ela não sai em turnês conosco, não permito isso. Sequer disse a ela que foi sobre ela quando compus. Ela continua sem saber.”, disse Lemmy.

Motörhead – Inferno
Data de Lançamento: 22/06/2004
Gravadora: Sanctuary Records

Formação:
Lemmy Kilmister – vocais, baixo
Phil Campbell – guitarras
Mikkey Dee – bateria

Faixas:
Terminal Show, Killers, In The Nake Of Tragedy, Suicide, Life’s A Bitch, Down On Me, In The Black, Fight, In The Years Of The Wolf, Keys to the kingdom, Smiling Like A Killer, Whorehouse Blues.

Angra – Temple of Shadows

Temple of Shadow foi lançado em 6 de setembro de 2004 e é um dos álbuns mais marcantes com Edu Falaschi nos vocais. O quinto álbum de estúdio é conceitual e conta a saga de The Shadow Hunter, um soldado que coloca em cheque as reais intenções da Igreja Católica, idealizado por Rafael Bittencourt. Ele foi gravado no Mosh Studios, em São Paulo e noHouse Of Audio Studios, na Alemanha, entre janeiro e julho de 2004. Sem contar, claro, que a nova formação estava mais consolidada e isso acabou refletindo no material.

Angra – Temple of Shadows
Data de Lançamento: 06/09/2004
Gravadora: Steamhammer/Paradoxx

Formação:
Edu Falaschi – vocal e violão
Rafael Bittencourt – guitarra e backing vocals
Kiko Loureiro – guitarra, bandolins, percussão adicional e piano
Felipe Andreoli (músico) – baixo
Aquiles Priester – bateria e percussão adicional

Faixas:
Deus le Volt!, Spread Your Fire, Angels and Demons, Waiting Silence, Wishing Well, The Temple of Hate, The Shadow Hunter, No Pain for the Dead, Winds of Destination, Sprouts of Time, Morning Star, Late Redemption, Gate XIII

American Idiot – Green Day


American Idiot foi um dos álbuns que com certeza ganharam 2004. Literalmente, inclusive, sendo premiado com o Grammy de Melhor Álbum de Rock. A ópera punk rock contava a história de Jesus of Suburbia, anti-herói americano adolescente. Foi no sétimo álbum que o Green Day reconquistou a popularidade após alguns álbuns não tão geniais. A música que dá título ao álbum é considerada um hino da contracultura americana e não só para o governo Bush, presidente na época, mas sendo adaptável para outras épocas. “Nós sempre quisemos que nossa música transcendessem o tempo.”, disse Billie Joe sobre a música.

American Idiot – Green Day
Data de Lançamento: 20/09/2004
Gravadora: Reprise Records

Formação:
Billie Joe Armstrong: vocal/guitarra
Mike Dirnt: baixo/vocais de apoio
Tré Cool: bateria/percussão/vocais de apoio

Faixas:
American Idiot, Jesus Of Suburbia, Holiday, Boulevard Of Broken Dreams, Are We The Waiting, St. Jimmy, Give Me Novacaine, She´s A Rebel, Extraordinary Girl, Letterbomb, Wake Me Up When September Ends, Homecoming, Whatsername.

Slipknot – Vol. 3: The Subliminal Verses

300

Vol. 3: The Subliminal Verses foi lançado no dia 25 de maio de 2004 pela Roadrunner Records. A história da sua produção começa com os membros da banda nem se falando direito, cada um envolvido com seus problemas pessoais e psicológicos e termina com a música sendo tanto a ponte que religou os músicos de volta, quanto o resultado, já que Vol. 3: The Subliminal Verses é considerado um dos álbuns mais importantes da carreira do Slipknot.

Slipknot – Vol. 3: The Subliminal Verses
Data de Lançamento: 25/05/2004
Gravadora: Roadrunner Records

Formação:
Corey Taylor (vocal)
Mick Thomson (guitarra base)
James Root (guitarra solo)
Joey Jordison (bateria)
Paul Gray (baixo, backing vocal)
Chris Fehn (percussão, vocais)
Shawn “Clown” Crahan (percussão, vocais)
Craig “133” Jones (sampler e teclados)
Sid Wilson (DJ)

Faixas:
Prelude 3.0, The Blister Exists, Three Nil, Duality, Opium of The People, Circle, Welcome, Vermilion, Pulse of The Maggots, Before I Forget, Vermilion Part 2, The Nameless, The Virus of Life, Danger – Keep Away.

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