Ao que podemos perceber, Tijuana Bullfight é uma banda anti-padrões, uma galera que não se rotula, não acena à indústria musical e foda-se se não gostar do som que ela faz. A primeira aparição foi em 2019 com o single “Bleed”, em 2025 lançou mais duas músicas, mas agora retorna com um álbum completo chamado “Other Side of Noise”. A primeira faixa de um repertório de nove canções se chama “Fire”, que foi apresentada previamente no ano passado. “Other Than Me… Too”, que é o single oficial do álbum, vem em seguida mostrando mais um pouco da sujeira que estes americanos resgataram do grunge.
Para quem gosta de um som com bastante conexão, Tijuana Bullfight entrega a você todos os recursos para uma boa empolgação. Aqui não há músicas sentimentais que amplie algum romance em sua vida, mas há muita instiga para você chutar o balde. Em músicas como “Nine Out of Ten”, o clima pesado reflete na rebeldia e melancolia. Assim como bandas de punk rock, Tijuana economiza no número de acordes, mas investe no feeling e é isso que Anthony Binikos (guitarrista e vocalista) entrega melhor. Uma simples conferida em “New and Improved”, podemos sentir a pulsação da guitarra agir.
Algumas pessoas dirão que o álbum “Other Side of Noise” foi concebido na força do ódio, pois a banda passou por várias formações, além de recusa de gravadoras por causa do som visceral. Isso ocasionou a gravação de músicas mais brutais ainda, contrariando as intenções da indústria. Ainda assim, canções como “Wake” possuem carisma, melodia e fluidez harmônica. Entretanto, temos em outras como “Forward Things Don’t Look So Great”, todo peso coordenado pela cozinha comandada por Mark Atienza (baixista). Aqui, a velocidade e voracidade caminham juntas, contrapondo o refrão largadão. Prepare os ouvidos, mas aprecie sem muita moderação.
Por falar em carisma, “Black Trick” pode ser a canção do álbum que mais cativa. Uma música com refrão grudendo, riffs inteligentes e uma pegada de bateria mais dinâmica. Isso contribui para um andamento menos agressivo e bem mais técnico. Na sequência, a pesadíssima “Fat Baby” amplia o leque de canções cruas do Tijuana. Aliás, soar orgânico e honesto parece ser palavra de ordem aqui. Desde a capa simples, mas bem produzida até o trabalho de mixagem do disco, revelam uma banda verdadeira que voa alto, mas os pés mantidos no chão. Em “Red Head”, música que encerra o álbum, as sensações que sentimos no decorrer da audição se acumulam.
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