THE CHOICE | Chris Oledude lança faixa inspirada em nomes do folk e do rock progressivo

É inevitável que o ouvinte não se entorpeça, mas, ao mesmo tempo, não se deixe levar para um conglomerado sônico capaz de abranger tanto melodia quanto harmonia. Tendo o sonar adocicadamente ácido do hammond como seu protagonismo absoluto, o amanhecer da faixa é até mesmo abraçado por um groove maduro assumido pelo baixo na base sonora. Proporcionando corpo e saliência à composição desde tão cedo, o instrumento se apresenta como um elemento de exímia importância na aquisição de consistência e densidade sonora.

Importante destacar que, ao mesmo tempo em que a canção chega a soar um tanto densa, o espectador consegue identificar nuances de um bem-vindo swing providenciado pela levada rítmica assumida pela bateria. Macia, sincopada e delineada perante um compasso mid-tempo, ela chama a atenção por misturar momentos de pura linearidade com outros em que explora frases mais quebradas como forma de promover uma espécie de ponte sonoro-narrativa entre as diferentes partes da obra.

Aromática e sendo abraçada por um frescor que rapidamente destaca uma fusão estético-estrutural entre o folk e o rock progressivo, esse último mais ambientado na década de 70, a faixa, assim que passa a ser adornada pelos versos líricos, começa a se beneficiar de uma textura intermediária e afinada vinda diretamente do timbre de posse de Chris Oledude. Por meio dele, o cantor dá vida ao escopo verbal perante uma leitura com uma nuance curiosamente lúdica. 

Mesmo que a voz do cantor tenha em si certo quê de fragilidade natural por misturar instantes de versos falados com outros de teor coletivo-emocional, detalhe que o torna uma espécie de indivíduo responsável por guiar uma determinada reflexão, a canção ainda consegue ter movimento enquanto prende a atenção do ouvinte diante do enredo que está sendo construído. Agraciada por delicados pulsos rítmicos pulsantes, a canção é demasiadamente abraçada pelo hammond, que, quanto mais adquire mais proeminência, mais lhe confere uma conotação épica.

O interessante é que essas identidades sônicas acabam ganhando motivo de ser em razão da natureza reflexiva que Oledude vai dando à obra. Nesse aspecto é até interessante pontuar que, além do folk e do rock progressivo de nomes como Pete Seeger e Jethro Tull, respectivamente, a faixa tem, dentro de sua receita sônica, marcantes pitadas de gospel, o que lhe confere uma nuance espiritual envolvente.

De harmonia criada entre a união do gospel com um soul clássico capaz de ampliar o peso da mensagem lírica, e não necessariamente como forma de efetuar uma complexidade técnica, a canção bebe de uma produção limpa e orgânica agraciada pela separação clara entre voz e instrumentação. Aqui, portanto, não há hiperprocessamento, mas, sim, foco em autenticidade. É assim que Oledude usa THE CHOICE como uma forma de disseminar uma mensagem que vai de responsabilidade coletiva à justiça social e ao impacto global das escolhas individuais.

Mais informações:

Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/0idmUL1axSofAbUeYe9iwy

Site Oficial: https://www.oledude.rocks/

Facebook: https://www.facebook.com/ChrisOledude/

Soundcloud: https://soundcloud.com/user-951915889

YouTube: https://www.youtube.com/playlist?list=PLJ7SgMK9b9DPvDm0lJtEAFtm8RmJO9M0M

Instagram: https://www.instagram.com/oledude.world/

Tik Tok: https://www.tiktok.com/@chrisoledude

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