Que a Escandinávia é um grande celeiro do rock e do heavy metal todos nós sabemos. Bom, se nem todo mundo sabe, que fique sabendo agora. Logo, por consequência, a Finlândia é um destes expoentes e é de lá que vem o Rough Grind, banda que chega com um novo disco e está no cenário há 15 anos.
Desde a sua formação em 2011, o Rough Grind lançou três álbuns completos, “Neverending Night” (2026), “Hardened” (2022) e “Pieces of Resistance” (2020) — além de três EPs: “Trouble or Nothing” (2018), “Four for the Road” (2017) e “Son of a Gun” (2014).
O grupo moldou a sua sonoridade envolta num hard rock / AOR com algumas peculiaridades importantes. O grupo aposta numa abordagem de timbres modernos, até sintetizados, que deixa o estilo um tanto quanto mais futurista. Isso fica ainda mais latente no novo disco, que acaba de ser lançado e vem chamando bastante atenção.
O disco de nove faixas e quase 37 minutos, traz uma variação interessante, sem se prender dentro da proposta, mas sempre mantendo as características do Rough Grind, que caminha também por investir no peso das guitarras se contrastando com as melodias. Tudo com uma produção primorosa e timbres muito bem escolhidos.
Como tema no disco, o Rough Grind conduz os ouvintes por uma jornada cinematográfica, melancólica e obscura pelas sombras da vida humana. Mas, em momento algum cai em sonoridades clichês, tornando tudo mais fácil de compreender, oferecendo uma abordagem de fácil compreensão, inclusive para quem não é assíduo em rock.
O primeiro destaque, sem dúvidas, é para a faixa de abertura, “Waiting for the Night to be Over”, que já deixa clara que a viagem será mágica, com suas guitarras potentes e os teclados maravilhosos. O contraste de melodia e peso já ficam evidentes de cara.
Outra que chama atenção “Shotgun Bride” e sua levada um pouco mais circense, dando um tom descontraído e divertido ao trabalho, mostrando a variação de climas. Já em “All The Time” a cadência enfatiza o peso e mostra um lado mais ‘bad boy’ do grupo, tudo sem perder a identidade.
Fato é que “Neverending Night” é um dos discos mais potentes do Rough Grind, mostrando o ápice criativo da banda, inclusive na escolha dos timbres das guitarras, que são potentes, na versatilidade da bateria e pulsação do baixo e nos vocais em semi drive que são a assinatura da banda. Confira sem medo!
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