Roadie Metal Indica: Mother Love Bone

Mother Love Bone foi o que chamamos de “embrião” do Pearl Jam. Ela era uma banda underground de Seattle e que teve seu fim após a trágica morte de seu exótico vocalista Andrew Wood, vítima de overdose de heroína. A banda havia acabado de lançar seu primeiro álbum e era promissora, com músicas interessantes e agressivas. O grupo possuía características marcantes da juventude e do Rock Alternativo que entrou em evidência na região pouco tempo depois.

A banda teve seu início em 1987 e encerrou as suas atividades em 1990, um período muito curto para uma banda com potencial. O único álbum do Mother Love Bone teve o nome de “Apple” e contava com as letras marcantes do extravagante vocalista Andrew Wood. A banda era bem conhecida no cenário underground e o vocalista era muito querido no meio musical. Era tão querido que após sua morte alguns amigos e conhecidos fizeram um tributo em homenagem a ele, chamado Temple of the Dog e contava com Eddie Vedder e Chris Cornell entre os integrantes, além de músicos da própria banda de Wood.

Mother Love Bone era formada por Stone Gossard e Bruce Fairweather nas guitarras, Jeff Ament no baixo, Greg Gilmore na bateria e Andrew Wood nos vocais. Assim como várias bandas daquela cena, eles conseguiam unir o peso e a levada do Heavy Metal e do Hard Rock à agressividade do Punk, colocando o olhar da juventude da época como tema central das composições. Outras bandas também ali da região faziam um trabalho próximo. Eles tinham um ideal que se diferenciava das temáticas de bandas que estavam no mainstream nos anos 80, talvez por isso a imprensa abriu os olhos para a cena de Seattle.

Antes de lançarem seu álbum, a banda acabou lançando um EP chamado “Shine” em 1989 pela gravadora Geffen Records. Ele possuía apenas 4 faixas (“Thru Fadeaway”, “Mindshaker Meltdown”, “Half Ass Monkey Boy” e “Chloe Dancer/Crown of Thorns” – na versão em CD havia uma faixa bônus chamada “Capricorn Sister”) e logo chamou a atenção do público da cena underground, principalmente pelo carisma e pelas letras de Andrew Wood. O vocalista, aliás, era considerado um “hippie” da época pois, além de muito carismático, suas composições tratavam sempre de mensagens de compreensão, paz e amor, não deixando de lado o lado mais obscuro das drogas e a junção delas com o sexo e o Rock ‘n’ Roll.

O único álbum lançado pela banda chama-se “Apple” e conta com 13 faixas. São elas: “This Is Shangrila”, “Stardog Champion”, “Holy Roller”, “Bone China”, “Come Bite the Apple”, “Stargazer”, “Heartshine”, “Captain Hi-Top”, “Man of Golden Words”, “Capricorn Sister”, “Gentle Groove” (disponível apenas em CD), “Mr. Danny Boy” e “Crown of Thorns”.

Nem todos sabem da história do Pearl Jam e desta banda que foi o início de tudo chamada Mother Love Bone. Claro que se ela não tivesse chegado ao fim tão cedo, talvez o Peal Jam não existisse; Talvez o famoso tributo chamado Temple of the Dog também não. Mas é difícil não pensar na possibilidade da banda de Wood ter feito sucesso (e tudo caminhava para isso na época) e feito parte de forma mais ativa história da música na década de 90. Vale a pena conferir o trabalho e saber como tudo era no início. Claro que a pegada de Wood não era a mesma que Vedder implementou em seu trabalho (ambos são os compositores de seus trabalhos no que se refere a letra e melodia), mas a ideia é próxima e o instrumental tem grande influência um no outro. Quem sabe você não esteja conhecendo uma ótima banda que ficou esquecida na história…

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Sobre: Helton Grunge

Helton Grunge

Eu me chamo Helton, conhecido como Helton Grunge, sou formado em Letras pela UNESP e vocalista de uma banda de rock chamada Harper's. Moro em Matão-SP desde os 12 anos de idade e cresci ouvindo rock. O que mais me chama a atenção em uma música é a mensagem que ela passa para quem está ouvindo. E o rock, na maioria das vezes, consegue trazer ótimas mensagens para mim e para todo seu público. Minhas bandas preferidas são Nirvana, Engenheiros do Hawaii e Legião Urbana, porém ouço um vasto e variado repertório que passa desde o Pop Rock até o Heavy Metal: sendo um rock trabalhado e de qualidade, com uma mensagem boa a ser passada, estarei ouvindo. Cresci admirando o Aerosmith; seus grandes hits dos anos 90 e a voz inconfundível de seu vocalista Steven Tyler fez com que sua música marcasse o começo de minha adolescência. Aos 14 anos conheci toda a revolta e o grito de liberdade do Nirvana, desde então tornou-se minha banda preferida e o som que ajudou a lapidar meu modo de pensar, de agir e de ver o mundo ao meu redor. Acredito que a música tem o poder de melhorar o mundo e quero fazer parte desta melhora, passando boas mensagens com minha banda e escrevendo sobre bandas consagradas e sobre bandas novas que buscam seu espaço com um trabalho de respeito e qualidade. Minha meta é levar boa música a quem a procura, é levar conteúdo a quem precisa, é levar boas mensagens às pessoas que precisam delas. O rock tem o poder de mudar as pessoas e eu quero fazer parte disto.

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