Roadie Metal Indica: Temple of the Dog

Você já imaginou um supergrupo que consegue unir Chris Cornell (Soundgarden) e Eddie Vedder (Pearl Jam) nos vocais? Some isso a Jeff Ament, Stone Gossard e Mike McCready (Pearl Jam), Matt Cameron (Soundgarden) e você montou o Temple of the Dog, um supergrupo que lançou apenas um trabalho autointitulado e que fora lançado em 16 de Abril de 1991 pela A&M Records. Surpreendente? O trabalho, com certeza, vale a pena conferir.

Mas não era a simples união das duas bandas para fazer um trabalho épico. Na verdade, o Pearl Jam nem havia lançado seu álbum ainda, estava na fase de composição. O trabalho da banda passou a existir paralelo ao tal projeto Temple of the Dog, que acabara sendo feito para homenagear um grande amigo deles que se chamava Andrew Wood e era vocalista da banda Mother Love Bone. Aliás, Jeff Ament e Stone Gossard faziam parte da banda e, como eram muito amigos dele, junto de Chris Cornell e Matt Cameron (vocalista e baterista do Soundgarden respectivamente) resolveram deixar registrado um tributo em forma de álbum. Para completar, chamaram Eddie Vedder, Mike McCready e Matt Cameron para fazer parte do trabalho.

De início, as vendas do álbum não foram muito expressivas. Mas com o lançamento do Nevermind do Nirvana e toda a ascensão da cena grunge com bandas como Alice in Chains, o próprio Soundgarden e Pearl Jam, o álbum do Temple of the Dog alcançou número expressivos, principalmente nos EUA e no Canadá.

Para os amantes da cena de Seattle dos anos 90, ouvir um trabalho que une toda esta galera é ter uma mina de ouro em mãos. O trabalho consistiu em 10 faixas, a maioria tendo a assinatura de Cornell nas composições. Deste trabalho foram lançados 3 singles: “Hunger Strike”, “Say Hello to Heaven” e “Pushin Forwad Back”, sendo a primeira a mais conhecida justamente pelo dueto de Cornell e Vedder.

O nome Temple of the Dog foi tirado de uma das músicas compostas por Andrew para o Mother Love Bone, chamada “Man of Golden Words”.

Andrew Wood era tão querido pelas pessoas de sua época que recebera a homenagem em forma de álbum musical. Certamente o trabalho abriu portas para as bandas e fez com que o Pearl Jam viesse com tudo logo em seguida com o lançamento de Ten, em agosto de 1991.

Jeff, baixista do Pearl Jam, disse em uma entrevista no ano de 2016 sobre a importância de terem gravado tal trabalho: “Nós tínhamos a nossa própria cena, mas éramos cínicos quanto ao que estava acontecendo no resto do mundo. Não tínhamos ideia se as músicas seriam ouvidas em grande escala. Mas depois do que aconteceu com Andy [Andrew Wood], a gente não sabia como lidar com as coisas. Meus pais estavam longe. Eu não tinha ninguém por perto com quem conversar sobre as coisas. Gravar esse disco ajudou no processo. Nos ajudou a entender a perda de um amigo”.

Para quem não conhecia, vale a pena conferir o trabalho. A perda de Andrew Wood para a cena na época pode ter sido considerada muito grande, porém, a partir dela, surgiram este projeto e o Pearl Jam, que ajudaram a escrever a história da cena grunge nos anos 90 e fazem parte (principalmente o Pearl Jam) da história da música com ótimos trabalhos.

As faixas do único álbum lançado pelo supergrupo são:

  1. Say Hello to Heaven” (Cornell)
  2. “Reach Down” (Cornell)
  3. “Hunger Strike” (Cornell)
  4. “Pushin Forward Back” (Ament/Cornell/Gossard)
  5. “Call Me a Dog” (Cornell)
  6. “Times of Trouble” (Cornell/Gossard)
  7. “Wooden Jesus” (Cornell)
  8. “Your Saviour” (Cornell)
  9. “Four Walled World” (Cornell/Gossard)
  10. “All Night Thing”

 

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Sobre: Helton Grunge

Helton Grunge

Eu me chamo Helton, conhecido como Helton Grunge, sou formado em Letras pela UNESP e vocalista de uma banda de rock chamada Harper's. Moro em Matão-SP desde os 12 anos de idade e cresci ouvindo rock. O que mais me chama a atenção em uma música é a mensagem que ela passa para quem está ouvindo. E o rock, na maioria das vezes, consegue trazer ótimas mensagens para mim e para todo seu público. Minhas bandas preferidas são Nirvana, Engenheiros do Hawaii e Legião Urbana, porém ouço um vasto e variado repertório que passa desde o Pop Rock até o Heavy Metal: sendo um rock trabalhado e de qualidade, com uma mensagem boa a ser passada, estarei ouvindo. Cresci admirando o Aerosmith; seus grandes hits dos anos 90 e a voz inconfundível de seu vocalista Steven Tyler fez com que sua música marcasse o começo de minha adolescência. Aos 14 anos conheci toda a revolta e o grito de liberdade do Nirvana, desde então tornou-se minha banda preferida e o som que ajudou a lapidar meu modo de pensar, de agir e de ver o mundo ao meu redor. Acredito que a música tem o poder de melhorar o mundo e quero fazer parte desta melhora, passando boas mensagens com minha banda e escrevendo sobre bandas consagradas e sobre bandas novas que buscam seu espaço com um trabalho de respeito e qualidade. Minha meta é levar boa música a quem a procura, é levar conteúdo a quem precisa, é levar boas mensagens às pessoas que precisam delas. O rock tem o poder de mudar as pessoas e eu quero fazer parte disto.

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