O cronologia prossegue com a banda de speed/thrash metal alemã Tankard. O Two-Faced foi lançado em 1994 pela Noise Records e é o sexto álbum de estúdio da banda “beberrona”!

O álbum abre com “Death Penalty”, e inicia com um discurso num tribunal, com o réu julgado a cadeira elétrica! Ótima música de abertura, rápida e agressiva.

“R.T.V” inicia com uma bela intro de bateria e segue a pegada agressiva, com bons riffs (apesar de simples) de guitarra. Já a “Betrayed” inicia mais cadenciada (e com o baixo estalando), revesando com um andamento mais “acelerado” (na verdade só bateria dobra a velocidade), apresentando bons riffs e uma vibe que até lembra um pouco Metallica nos primórdios (era Cliff Burton).

Em “Nation Over Nation” temos ainda mais aquele thrash metal “old school”, deixando os fãs do movimento bay area (na verdade boa parte das músicas tem essa pegada, mas me aparece mais presente nessa faixa). As coisas mudam um pouco em “Days of the Gun”, com uma intro mais “clean” e com um andamento bem mais lento que as primeiras faixas, esse som foi por enquanto o que mais me chamou atenção (lembrando que eu escrevo enquanto estou ouvindo as músicas, minha opinião pode mudar com o passar das músicas).

Com os 2 pés no peito e com uma soleira lascada de guitarra, iniciamos a “Cities in Flames”, pra não nos deixar esquecer pra que o Tankard veio nesse álbum, pra fazer a cidade pegar fogo mesmo… a, e esse som tem até soleira de baixo de Frank Thorwarth). “Up From Zero” vem com uma onda mais heavy metal, com belos riffs e solos de guitarra, e até agora a linha vocal e refrão que mais me agradou no álbum.

Chegamos na faixa título, que inicia com riffs mais dissonantes e nos apresenta o trhash metal competente que a banda vem nos apresentando durante todo o disco, sonzeira.

Bem, confesso que nem sei pronunciar o nome dessa música, “Ich brauch’ meinen Suff” é a única faixa do álbum em alemão e é a música mais alegre (pelo menos é o que aparenta, não faço ideia o que diz a letra). “Cyberworld” começa com um discurso num clima “apocalíptico” . A música é uma clara crítica ao rumo da tecnologia, que em 94 já preocupava os alemães.

Chegamos as 2 últimas músicas do álbum, “Mainhattan”, que segue a pegada que a banda já veio apresentando durante boa parte do álbum, e Jimmy B. Bad (uma clara zoeira com Johny B. Goode de Chuck Berry) fechando com estilo, bom humor e peso esse belo álbum para os fãs de um thrash mais direto, rápido e porque não divertido de Tankard!

Nota: 8,8

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