Roadie Metal Cronologia: Pink Floyd – The Dark Side of the Moon (1973)

The Dark Side of the Moon é o oitavo álbum de estúdio da banda britânica de rock Progressivo chamada Pink Floyd. O álbum foi lançado dia 1º de março de 1973 e produzida no Abbey Reoad Studios. O álbum é um dos mais renomados e famosos da música como um todo de todos os tempos, sendo icônico até os dias atuais, além de ter influenciado várias gerações de músicos que reverenciam o trabalho.

O disco marca uma nova fase no som da banda, com letras mais pessoais e instrumentais menores, contendo alguns dos mais complicados usos de instrumentos e efeitos sonoros existentes na época, incluindo: som de alguém correndo em volta de um microfone e a gravação de múltiplos relógios tocando ao mesmo tempo.

A banda transitava muito pelo som psicodélico, levando o ouvinte a uma espécie de viagem pela música. O álbum em questão consegue explorar muito bem esta característica, sendo marcante e único até os dias atuais.

Os temas explorados na obra são variados e pessoais, incluindo cobiça, doença mental e envelhecimento, inspirados principalmente pela saída de Syd Barrett, integrante que deixou o grupo em 1968 depois que sua saúde mental se deteriorou. O conceito básico do disco foi desenvolvido quando a banda estava em turnê, e muito do novo material foi apresentado ao vivo, muito antes de ser gravado.

The Dark Side of the Moon é sem dúvida uma das mais importantes expressões culturais da história do Rock. Em um único disco são abordados os temas: Vida, morte, ganância e loucura, por exemplo. O Pink Floyd “surfava” em uma das melhores fases da década de 70, muito do que conhecemos como rock estava saindo dali, daquela época. Uma fase onde não havia tanta influência das gravadoras sobre o conteúdo que era criado pelas bandas, fazendo com que os artistas pudessem ter liberdade criativa para fazerem a própria música de acordo com o que viviam, sentiam e queriam.

Antes de falar mais profundamente sobre este álbum, precisamos falar um pouco sobre seu antecessor: Meddle. O disco continha uma faixa que preenchia todo um lado do Vinil. “Echoes” (Waters/Gilmour) indicava a estética que a banda acabaria utilizando nos próximos álbuns.

A essa altura o Pink Floyd já não tinha mais traços da banda fundada por Syd Barrett em 1965, estava em processo de evolução, elevando o nível de suas composições e de seu trabalho num todo a um patamar mais alto, indo muito além do que haviam imaginado no início.

Então o disco começa a ser gravado nos estúdios de Abbey Road, sendo produzido por Alan Parsons. Eles tinham nas mãos tudo que era mais moderno em termos de gravação: mixagem de áudio, até mesmo complexos sintetizadores estavam à disposição da banda.

A faixa “Speak to Me” abre o disco aos berros como o parto de um recém-nascido. Em seguida “Breath” retrata como se fosse o surgimento da vida. “On the Run” é uma peça composta por uma sequência de sintetizadores com inserções de vozes que causam uma sensação de queda livre em quem está ouvindo, quando tudo para com uma explosão. Em seguida começa “Time” com relógios tocando aleatoriamente até que todos entram em sincronia. Esta faixa é repleta de musicalidade, harmonia vocal e um solo estonteante. Ela fala de como o ser humano lida com o tempo e que, na maioria das vezes, desperdiça-o. “Time” se transforma em “Breathe” (reprise) como um último suspiro da vida.

A música da sequência é “The Great Gig in the Sky” e fala sobre morte. A melodia é guiada pelos vocais da cantora Clare Torry que mal sabia do que se tratava a música quando chegou ao estúdio. Roger Waters disse pra ela “pense na morte e cante”. Ela foi lá e fez, tudo em um único take. O resultado fora o melhor possível.

“Money” é uma crítica ao capitalismo e à sociedade de consumo que já existia e se consolidava na época. Aproveitando-se sempre de efeitos sonoros, a música começa com um conjunto de moedas caindo que, aos poucos, entra em uma melodia, acompanhando o baixo de Waters. Ela é seguida por um solo do saxofonista Dick Parry, músico que acompanhou a banda pelos anos seguintes.

“Us and Then” fala sobre a relação das pessoas com seus semelhantes e conflitos que assolaram o mundo. Novamente conta com a participação de Dick Parry no saxofone, acompanhado também pelas backing vocals Lesley Duncan, Doris Tory e Liza Strike.

“Any Color You Like” é uma instrumental com Rick Wright dividindo os solos com David Gilmour. Ela serve de ponte para as duas peças finais do disco.

“Brain Damage” é uma canção que fala sobre loucura, fala sobre Syd Barret, sobre como o ser humano pode perder sua sanidade. “Eclipse” fecha o disco de forma explosiva, a letra condensa todos os outros temas abordados nas outras músicas e finaliza o disco com a frase: “there’s no dark side of the moon really matter of fact it’s all dark”, que em tradução livre significa “Não há realmente um lado escuro na lua, na verdade ela é toda escura”.

O disco gerou um grande impacto na indústria fonográfica da época, vendendo mais de 50 Milhões de cópias e mantendo-se no topo das paradas por 15 anos.

Formação:
David Gilmour (Vocal, Guitarra);
Roger Waters (Baixo, Vocal);
Richard Wright (Teclado, Piano, Vocal);
Nick Mason (Bateria, Percussão).

Faixas:
01 – Speak to Me
02 – Breathe (In The Air)
03 – On the Run
04 – Time (Breathe reprise)
05 –  The Great Gig in the Sky
06 – Money
07 – Us an Them
08 – Any Colour You Like
09 – Brain Damage
10 – Eclipse

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Sobre: Helton Grunge

Helton Grunge

Eu me chamo Helton, conhecido como Helton Grunge, sou formado em Letras pela UNESP e vocalista de uma banda de rock chamada Harper's. Moro em Matão-SP desde os 12 anos de idade e cresci ouvindo rock. O que mais me chama a atenção em uma música é a mensagem que ela passa para quem está ouvindo. E o rock, na maioria das vezes, consegue trazer ótimas mensagens para mim e para todo seu público. Minhas bandas preferidas são Nirvana, Engenheiros do Hawaii e Legião Urbana, porém ouço um vasto e variado repertório que passa desde o Pop Rock até o Heavy Metal: sendo um rock trabalhado e de qualidade, com uma mensagem boa a ser passada, estarei ouvindo. Cresci admirando o Aerosmith; seus grandes hits dos anos 90 e a voz inconfundível de seu vocalista Steven Tyler fez com que sua música marcasse o começo de minha adolescência. Aos 14 anos conheci toda a revolta e o grito de liberdade do Nirvana, desde então tornou-se minha banda preferida e o som que ajudou a lapidar meu modo de pensar, de agir e de ver o mundo ao meu redor. Acredito que a música tem o poder de melhorar o mundo e quero fazer parte desta melhora, passando boas mensagens com minha banda e escrevendo sobre bandas consagradas e sobre bandas novas que buscam seu espaço com um trabalho de respeito e qualidade. Minha meta é levar boa música a quem a procura, é levar conteúdo a quem precisa, é levar boas mensagens às pessoas que precisam delas. O rock tem o poder de mudar as pessoas e eu quero fazer parte disto.

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