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Roadie Metal Cronologia: Paradise Lost – Shades of God (1992)

Shades of God é o terceiro álbum de estúdio da banda inglesa chamada Paradise Lost e foi lançado no ano de 1992. O álbum é composto por 11 faixas, entre elas uma cover: “Death Walks Behind You” (Atomic Rooster).

O álbum fora produzido por Simon Efemey, que já havia produzido “Broken Glass” (Crowbar) e “Death and Progress” (Diamond Hell), entre outros trabalhos. O trabalho soa como um som bem orgânico, mas, nem por isso, traz problemas para o trabalho; pelo contrário, conseguiu apresentar o que cada músico tinha de melhor a apresentar. Mesmo não sendo de um nível altíssimo de produção, é como se a banda estivesse tocando ao vivo no palco, sendo fiel aos seus shows, não devendo nada para suas apresentações ao vivo e nem apresentando algo que não conseguem executar nos shows.

Algumas músicas do álbum merecem um destaque especial. A primeira delas é “Embraced”, a terceira faixa do trabalho e que apresenta riffs muito bem alinhados entre a guitarra e o baixo, além de uma voz marcante. A guitarra segue o riff durante grande parte da música, sendo marcante e essencial para boa fluência do trabalho. A quarta faixa, “Daylight the Torn”, começa com um riff muito bem elaborado e logo em seguida já ganha mais peso e velocidade, tornando-se mais agressiva e trazendo impacto maior. Algumas passagens mantêm a música com riffs bem trabalhados em conjunto (guitarra e baixo), além das pausas da bateria.

A sexta faixa, “No Forgiveness”, tem um violão com som bem orgânico em sua introdução. O som nos remete a uma sala vazia, enquanto o som do violão soa como se fora acústico e captado por um microfone. Em seguida a música já volta para as características mais constantes da banda com suas guitarras pesadas e marcantes. Mais uma vez, os riffs são bem elaborados e a música conta com várias passagens onde a guitarra é o centro, sendo bem trabalhada. A última faixa, “Death Walks Behind You”, tem seu início no piano e nos traz a sensação de uma cena de suspense de algum filme. Com o andar da música, a guitarra dá sinais de que irá entrar, até que entra e repete a melodia criada pelo piano. Em seguida entra a voz, mas a música ainda parece não ter se “desenrolado” toda, uma vez que a bateria apenas marca o tempo no chimbau e algumas vezes no bumbo. Quando a música está toda desenrolada, vemos os famosos riffs seguidos de um refrão bem intenso e marcante, ao longo da música. Ela também conta com um solo bem trabalhado que acompanha a música até seu desfecho.

O disco, apesar de apresentar uma sonoridade bem pesada, não deixa de trazer melodias bem marcantes e, claro, bem feitas, com fortes influências de outras áreas do Metal.

As faixas do álbum são:

01 – Mortal Watch the Day
02 – Crying for Eternity
03 – Embraced
04 – Daylight the Torn
05 – Pity the Sadness
06 – No Forgiveness
07 – Your Hand in Mine
08 – Word Made Flesh
09 – As I Die
10 – Rape of Virtue
11 – Death Walks Behind You

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Sobre: Helton Grunge

Helton Grunge

Eu me chamo Helton, conhecido como Helton Grunge, sou formado em Letras pela UNESP e vocalista de uma banda de rock chamada Harper's. Moro em Matão-SP desde os 12 anos de idade e cresci ouvindo rock. O que mais me chama a atenção em uma música é a mensagem que ela passa para quem está ouvindo. E o rock, na maioria das vezes, consegue trazer ótimas mensagens para mim e para todo seu público. Minhas bandas preferidas são Nirvana, Engenheiros do Hawaii e Legião Urbana, porém ouço um vasto e variado repertório que passa desde o Pop Rock até o Heavy Metal: sendo um rock trabalhado e de qualidade, com uma mensagem boa a ser passada, estarei ouvindo. Cresci admirando o Aerosmith; seus grandes hits dos anos 90 e a voz inconfundível de seu vocalista Steven Tyler fez com que sua música marcasse o começo de minha adolescência. Aos 14 anos conheci toda a revolta e o grito de liberdade do Nirvana, desde então tornou-se minha banda preferida e o som que ajudou a lapidar meu modo de pensar, de agir e de ver o mundo ao meu redor. Acredito que a música tem o poder de melhorar o mundo e quero fazer parte desta melhora, passando boas mensagens com minha banda e escrevendo sobre bandas consagradas e sobre bandas novas que buscam seu espaço com um trabalho de respeito e qualidade. Minha meta é levar boa música a quem a procura, é levar conteúdo a quem precisa, é levar boas mensagens às pessoas que precisam delas. O rock tem o poder de mudar as pessoas e eu quero fazer parte disto.

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