Quinto álbum da banda de Death Metal, o disco traz uma série de detalhes interessantes e outros nem tanto que você acompanha comigo agora!

A primeira faixa já chega chegando nos primeiros momentos, com o riff bastante marcante e especialmente auxiliado pela bateria. Com o vocal bem econômico em termos de extensão e carregado de reverb, Threatening Skies é salva pelo instrumental.

By The Light, embora traga pouca diferença no tocante ao vocal,  soa mais interessante nesse ponto. Novamente os riffs marcantes e bom gosto da linha de bateria fazem a diferença sobressaindo-se diante dos demais elementos.

Agora sim meus ouvidos acordaram! A intro de Inverted é matadora! Harmônicos seguidos pela alavancada do grave pro agudo e o vocal com drive na medida e desta vez, com uma interpretação cheia de fúria. Destaque para o solo de guitarra aos 6:16.

Fórmula semelhante se repete em Platonic Disease, que encontra seu momento de destaque no interessante riff iniciado aos 10:07, que traz uma quebra de padrão rítmico que prende os ouvidos.

E esse parece ser o álbum das intros! Mais um momento excelente pode ser observado na estrada de Download, cujo riff casa lindamente com a linha de bateria criando um chão na medida para o vocal pisar. Aos 12:53 inicia-se um solo de guitarra que só peca nos primeiros momentos por ser muito parecido com o da faixa Inverted, mas o guitarrista Allen West se redime segundos após.

Rewind traz uma característica que começa a se tornar evidente até demais nas composições deste álbum: os riffs são bons, mas se repetem por tanto tempo que hora soam interessantes e hora chatos. É como comer um doce que é muito bom, mas que ninguém aguenta comer dez em seguida. O melhor riff da música começa aos 15:44.

O baterista Donald Tardy merece um prêmio, não pelo virtuosismo, mas pelo bom gosto. O cara até aqui, não errou a mão em nenhuma faixa! Feed on the Weak é toda dele, dominada do começo ao fim!

Eu não prometi que ia parar de falar do baterista né? Prometi mesmo não, porque o cara tá de volta e mais uma vez coerente! Aprecie com moderação os primeiros momentos de Lockdown! O solo de guitarra também merece destaque, assim como o riff que o precede.

Pressure Point demosntra durante toda a audição, ser bem mais do mesmo, não trazendo muita coisa surpreendente, especialmente no vocal, que aparentemente divide os versos da mesma forma e usa sempre a mesmíssima técnica e formato de finalização de frases. A mais fraca.

Na faixa título, temos uma pegada firme em todos os pontos, e a criatividade para bons riffs parece não acabar, embora a característica de repeti-los à exaustão permaneça. Algo que só aqui notei, é que há algumas quebras propositais no compasso, que sempre é algo legal.

“Bullituary” vem com um remix que particularmente não me desce goela abaixo, juro que tentei gostar, mas conseguiram dar um fim bem qualquer coisa para um álbum que estava interessante.

Formação:
Jon Tardy – vocal
Allen West – guitarra solo
Trevor Peres- guitarra base
Frank Watkins – baixo
Donald Tardy- bateria

Faixas:
01. Threatenning Skies
02. By The Light
03. Inverted
04. Platonic Disease
05. Download
06. Rewind
07. Feed On The Weak
08. Lockdown
09. Pressure Point
10. Back From The Dead
11. Bullituary