Você leitor já se perguntou, como a música evolui e consegue transcender por gerações, sempre evoluindo e criando novas ramificações? Eis uma questão que levará inúmeras pessoas ao debate, sendo possível levantar várias hipóteses e teorias, mas uma coisa é certa! Dentro do estilo música pesada, o que mais se encontra, são músicos dispostos a mudar as estruturas do que se já tem criado e dar uma nova identidade em sonoridades já impostas por anos dentro do próprio segmento.

Dito isto, uma banda inovadora, revolucionaria, não a primeira, mas com certeza uma das mais peculiares e envolventes, é o GOJIRA. Sem sombras de dúvidas, eis aqui uma banda que merece ser reconhecida como uma das maiores promessas do Metal desse milênio. Esse fato, em muito se deve, ao estilo peculiar de mesclar elementos de Death Metal, Death Metal Técnico, Thrash Metal, Groove Metal, Progressivo, Djent e por que não umas pequenas dosagens de Jazz.

Chega a ser difícil classificar a sonoridade da banda, devido a essas inúmeras mesclas de elementos em suas propostas sonoras, mas uma coisa é certa, impossível não relatar como são bem essas criações épicas e pesadas. A sonoridade imposta pelo GOJIRA, impressiona pela violência e fúria em uma atmosfera sombria e que enaltece os riffs em cada uma das faixas de sua curta, mas poderosa discografia.

No ano de 2005, a banda, disponibiliza seu terceiro registro de estúdio, “From Mars To Sirius”, um álbum avassalador e com uma proposta de difundir uma identidade musical criada pelo GOJIRA. Considerado mais trabalhado, melhor produzido e mais experimental que seus anteriores, “From Mars To Sirius”, revelava ao mundo um grupo coeso e extremamente técnico.

Engajados socialmente, o GOJIRA, explora nas letras de “From Mars To Sirius”, pesadas críticas a deploração do Meio Ambiente, Espiritualidade, Vida e Morte. Não à toa, que o grupo tem a preocupação de manter uma forte opinião acerca de assuntos sobre os que são exploradas em sua musicalidade, até os dias atuais. O Centro de suas letras, buscam conectar o meio ambiente, ecossistema da terra, vida, morte, nossa espiritualidade, energia, meditação e corpo humano, como um só, ou seja, tudo está conectado. O grupo também apresenta algumas alusões a filosofia hinduísta, com o intuito de espalhar pelo mundo suas crenças e preocupações espirituais, no intuito de conservar o meio ambiente em que vivemos.

Uma das coisas que mais impressiona, após entender o conceito lírico, é, perceber que nas harmonias, o GOJIRA, consegue transmitir as ideias das letras nos arranjos criados, apresentando momentos de cadência, assim como a mediação exige. Fúria e raiva, relevantes ao descuido que o ser tem sobre a natureza. Passagens sombrias, que nos remetem aos questionamentos sobre a morte e passagens mais enérgicas, que nos fazem querer viver.

Eis aqui uma banda que se você ainda não se deu o luxo de conhecer mais fundo, faça uma pesquisa e confira a obra que está disponível. Uma banda que fomenta e alimenta a evolução, ou a renovação do estilo dentro de sua musicalidade. Uma banda que atualmente deve ser considerada o novo “BLACK SABBATH” do futuro, ressaltando as diferenças entre cada uma em sua época, gênero e estilo.

Para você que ainda não escutou “From Mars To Sirius”, fica o alerta que todas as faixas sem exceção, são excelentes, difícil destacar alguma em especial, a obra como um todo tem sua fundamentação criada como uma arte reflexiva, abstrata e o mais importante, PESADA PRA CARALHO!

Tracklist:

01 – Ocean Planet

02 – Backbone

03 – From the sky

04 – Unicorn

05 – Where Dragons Dwell

06 – The Heaviest Matter of the Universe

07 – Flying Whales

08 – In The Wilderness

09 – World To Come

10 – From Mars

11 – To Sirius

12 – Global Warning

Formação:

Joe Duplantier (Vocal/Guitarra)

Mario Duplantier (Bateria)

Christian Andreau (Guitarra)

Jean-Michel Labadie (Baixo)

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