Roadie Metal Cronologia – Cannibal Corpse: Eaten Back to Life (1990)

by Verônica Mourão

Majoritariamente conhecido como um álbum de Thrash Metal de uma banda de Death Metal, o álbum “Eaten Back to Life” de 1990 (o primeiro da banda), possui uma atmosfera absurdamente podre e cruel que só pode ser encontrado num autêntico registro de Death Metal, pelo menos na sua semente.

Você pode pensar que o Death Metal é orquestral como o Carcass ou um universo enigmático como o Morbid Angel; mas o Cannibal Corpse trouxe ao mundo do Metal a vertente mais brutal do conceito de Death Metal por ser seco e cruel. Talvez eles nem soubessem o tamanho da influência que ia criar em bandas vindouras, mas ninguém teria uma coragem de se lançar no mercado tanta polêmica logo na sua estréia. E preste atenção, a capa contém: “Parent Advisory” ou “Advertência aos Pais, então tenha certeza que é uma má influência. Ahahaha!

Não é para menos! Letras do tipo: Humanos desfiados, Autópsia comestível, Restos Dispersos, Cérebros Espalhados, Pedaços sangrentos ou Um crânio cheio de larvas, unidos à uma capa de um humano aberto iam definitivamente chocar as pessoas nos anos 90.  Os zumbis de plantão dançam felizes e quem procurava um meio de chegar ao extremo da irreverência, faz-se aí a sua identificação. Mas evolução ocorre mesmo é ao longo de suas composições, letras e identidade.  

Chris Barnes (atual Six Feet Under), que vi ano passado no Vagos Metal Fest, continua com um estilo personificado e o vocal sujo que salta aos olhos e é irritante com seu grunhido habitual. Mas hoje ele tem um jeito diferente de fazer o som, pois o “Six…” é puro Groove Metal. Mas isso é outra banda, e outra história.

 “Eaten Back to Life” é a ode às carnificinas e aos humanos capazes de cometer atos de vandalismo contra o corpo de outra pessoa. É óbvio que vamos analisar a questão instrumental da banda, e não podemos deixar de considerar este, um clássico da banda, numa época gloriosa para ascensão do Metal Extremo mundial. Um estreia ainda à procura de um estilo que iria se personificar de fato no Death Metal, anos depois.

Sua produção suja e cheia de detalhes polémicos e ritmos pesados, unidos à acordes sinistros e uma bateria brutal tornaria-se uma referência. Mas são as guitarras incríveis de Jack Owen e Rob Rusay que realmente chamam atenção neste álbum.

Embora não seja meu estilo musical de cabeceira, como não apreciar a linearidade sincera e massacrante da semente do Extreme Metal? Óbvio que é um álbum interessante por ser cru, seco e direto ao assunto. Mais uma vez: A bateria é satisfatória, o baixo é perceptível e as guitarras são mesmo fodas! Os riffs são interessantes, mas é como um vômito de faixas, uma atrás da outro o que faz você ouvir e pensar “oh, já acabou”, como um trem descarrilhado. Entre uma faixa e outra, dá se um estranho “vão” mas é mesmo um trem assassino e massacrante, sem qualquer cadência.

Isso tudo pode se tornar um pouco cansativo, mas se você anda com raiva, é mesmo essa brutalidade que você quer. Entretanto isso pode ser um grande trabalho artístico e admirável, pois ali nasce a “crítica” à coisas que nunca são faladas e também é ali que outras incríveis bandas do metal extremo nascem.

Cannibal Corpse – Eaten Back to Life
Data de lançamento: 16 de agosto de 1990
Gravadora: Metal Blade

Tracklist:
01. Shredded Humans
02. Edible Autopsy
03. Put Them to Death
04. Mangled
05. Scattered Remains, Splattered Brains
06. Born in a Casket
07. Rotting Head
08. The Undead Will Feast
09. Bloody Chunks
10. A Skull Full of Maggots
11. Buried in the Backyard

Formação:
Chris Barnes – Vocal
Jack Owen – Guitarra
Rob Rusay – Guitarra
Alex Webster – Baixo
Paul Mazurkiewicz – Bateria

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