SER FÃ É TUDO DE BOM

Roadie Metal Cronologia: Annihilator – Waking The Fury (2002)

Algo raro na carreira do Annihilator é a permanência de uma formação, principalmente vocalistas, até 2001, com exceção dos álbuns que o próprio Jeff Waters gravou os vocais, o Annihilator jamais tinha contato com o mesmo vocalista em dois álbuns consecutivos. Em Em “Waking The Fury” pela primeira vez isso aconteceu. Foi com Joe Comeau (ex-Overkill), responsável por esse quase histórico na carreira da banda. Dito isto, o álbum só foi gravado por três músicos, os outros dois caras na capa que parecem sugerir que a Annihilator realmente se tornou uma banda novamente e não é um projeto solo, são dois músicos que se juntaram brevemente ao grupo após as sessões de gravação e não ficaram tempo suficiente para gozar do status de membro da banda.

Lembro que quando vi a capa em uma edição de uma conhecida revista de rock/metal nacional, pensei que a banda tinha enveredado pelo caminho do new metal, quem crescia nesse período. Eu não estava errado, mas também não estava certo.

Além de alguns momentos isolados, “Waking the Fury” é um álbum cansativo, repetitivo e previsível com uma produção digital que não me agrada. É literalmente apenas rápido e agressivo, sem oferecer nada remotamente memorável. Isso é ruim? Não se fosse uma outra banda e se tivessem investido menos em distorções.

Joe Comeau já tinha mostrado seu talento em “Carnival Diablos”, de 2001, e em “Waking The Fury” dá um passo adiante. Cantando de forma muito convincente, ele demonstra ser versátil, adequando-se facilmente às composições de Waters. Em minha opinião é o segundo melhor vocalista que a banda já teve.

Destaques? Há sim. mesmo com os problemas, o álbum tem seus momento, confesso que não o escuto por completo, pois não tenho muita paciência, mas há faixas que passam bem se escutadas de forma isolada. Uma delas é “Striker”, tem uma pegada mais tradicional e o vocais de Joe combinam perfeitamente. O solo de bateria na faixa é desnecessário (Pra quê?), mas não chega a prejudicar. “Nothing To Me” tem uma introdução bacana, um vocal mais rasgado e tendencias de hard rock.

No geral é um álbum consistente, com pegada. Levando em consideração a discografia irregular da banda esse álbum chega até ser bom. Entre altos e baixos, este desce sem medo de descer, a começar pela capa.

Faixas
1. Ultra-Motion
2. Torn
3. My Precious Lunatic Asylum
4. Striker
5. Ritual
6. Prime-Time Killing
7. The Blackest Day
8. Nothing to Me
9. Fire Power
10. Cold Blooded

Formação
Joe Comeau – Vocal
Jeff Waters – Guitarras, Baixo
Randy Black – Bateria


 

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Sobre: Antonio Lopes de Souza

Antonio Lopes de Souza

Assistente Social. Estudioso de Filosofia, Sociologia e Antropologia, amante de rock/metal em suas vertentes clássicas e extremas. Influenciado por Death, Dissection, Beethoven e Dostoiévski.

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