Resenha: Pentakill – Grasp of the Undying (2017)

by Renan Soares

Três anos se passaram desde o lançamento do “Smite And Ignite”, primeiro álbum que deu vida a banda fictícia Pentakill, do famoso game League of Legends, sendo assim, após a boa repercussão do primeiro trabalho, a Riot Games decide lançar em agosto de 2017 o “Grasp of the Undying”, segundo álbum do projeto, trazendo algumas novidades.

Aliás, se por acaso você não leu a resenha que publiquei do “Smite And Ignite”, recomendo que dê uma lida antes de seguir com esse texto, pois há informações essenciais lá para que você não fique perdido nas coisas que vou falar.

Então, supondo que você leu o primeiro texto e estar a par da história de como o Pentakill surgiu, sigam-me os bons.

Para o segundo disco, boa parte dos nomes de peso que participaram do “Smite And Ignite” retornaram para gravar o “Grasp of the Undying”, entre eles, o grande vocalista Jorn Lande, ganhando ainda mais destaque e praticamente se tornando a voz oficial do Karthus (ZP Theather não participou desse novo trabalho).

Mas a principal novidade do álbum foi a adição de um novo membro a banda Pentakill, que na ficção se trata da personagem Kayle, que faria a partir dali o vocal feminino da banda, tendo também ganhado sua própria “skin Pentakill”.

Na vida real, a responsabilidade de dar voz a Kayle nas novas músicas do Pentakill ficou por parte de Noora Louhimo, vocalista da banda finlandesa Battle Beast.

Se o primeiro foi bem puxado para o Power Metal, podemos dizer que o “Grasp of the Undying” foi Power Metal puro, apresentando dessa vez 10 faixas, sendo 9 delas cantadas e apenas uma instrumental.

Se no primeiro álbum eles pecaram na parte de ordenamento das músicas, no segundo isso foi consertado com êxito. A escolha de “Cull” para abrir o trabalho foi a mais certeira possível, e ainda mais sendo seguida pelo single (que inclusive ganhou clipe) “Mortal Reminder”, dando um senhor “punch” nas primeiras faixas do álbum.

A participação de Noora no álbum foi simplesmente espetacular, mas poderia ter sido explorada mais, já que ela só canta em duas músicas, sendo elas a “Tear of the Goddess”, que acabou sendo o principal destaque do disco, e a “Frozen Heart”, onde ela dividiu os vocais com Jorn.

Assim como no primeiro álbum, o “Grasp of the Undying” também teve uma faixa chamada “The Hex Core”. Para quem leu a resenha do disco anterior, viu que eu disse que a faixa ficou bem deslocada por soar muito mais com Industrial do que com Power Metal. Nesse segundo disco a crítica permanece, apesar que dessa vez a música soou bem menos Industrial, e teve vocal.

Outro destaque ficou por parte da faixa “Rapid Firecannon”, que foi a mais pesada não só do álbum, mas também de todo o repertório do Pentakill. Inclusive, é uma música em que você facilmente imagina um mosh pit sendo formado durante a sua execução.

A escolha de “Blade of the Ruined King” como faixa de encerramento também foi a mais acertada possível, sendo essa a única completamente instrumental do trabalho. A mesma foi feita de uma forma que soasse como se uma batalha épica estivesse acontecendo, e que a mesma acabasse resultando na queda de um império (o que faz sentido por conta do nome da música, que em português é “Espada do Rei Destruído”), e as linhas de orquestra acentuam bem isso.

No “Grasp of the Undying”, o Pentakil mostra uma grande evolução em relação ao seu primeiro trabalho, apresentando um álbum mais pesado, mais bem produzido e mais técnico.

E é importante ressaltar a importância desse projeto para o metal como um todo, pois o League of Legends é um game que tem milhões de jogadores pelo mundo, e tenham certeza que uma grande parte deles não é metaleiro.

Então, um projeto como o Pentakill, bem feito do jeito que foi, com certeza serviu como porta de entrada para muitos deles serem introduzidos no mundo metal, e com isso, a cena (independente de onde) só tem a agradecer.

Nota: 9,5

Pentakill – Grasp of the Undying
Data de lançamento: 03 de agosto de 2017
Gravadora: Independente

Tracklist

01 Cull
02 Mortal Reminder
03 Tear of the Goddess
04 Infinity Edge
05 Dead Man’s Plate
06 The Hex Core mk-2
07 The Bloodthirster
08 Frozen Heart
09 Rapid Firecannon
10 Blade of the Ruined King

Formação

Karthus – vocal
Kayle – vocal feminino
Sona – teclado
Yorick – baixo
Mordekaiser – guitarra
Olaf – bateira

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