Resenha: Machine Head – Catharsis (2018)

O novo álbum do Machine Head foi o centro de muita conversa no mundo do metal no primeiro mês de 2018, e a maioria das opiniões era pra dizer que odiaram o álbum, até aqui na minha pequena cidade, que fica menor ainda quando vai se contar pessoas que conheçam o Machine Head, esse álbum foi assunto, pois pautou minha conversa com dois amigos uns dias atrás em uma pastelaria.

Os números da estreia não devem ser levados em consideração, mas na semana de estreia “Catharsis” vendeu menos que a metade de “Bloodstone & Diamonds” de 2014.

Isso mais as declarações do vocalista Robb Flynn, uma delas dizia: “Abaixem suas expectativas em relação ao peso, diminuam suas expectativas em relação à velocidade. Se “The Blackening” foi nosso álbum mais thrash e agressivo, este é provavelmente o mais melódico e o mais grooving que já fizemos. Há pequenos pedaços thrash aqui e ali e é pesado, mas é um álbum melódico de muito groove e rock”. Fizeram-me ouvir “Catharsis” já ‘armado’, pronto pra odiar.

Só que eu me amarro nessa banda e em tudo que ela fez, principalmente os 03 últimos álbuns, pouquíssimas bandas conseguem lançar algo como “The Blackening” (2007) e depois seguir lançando álbuns tão poderosos como Unto the Locust (2011) e Bloodstone & Diamonds (2014) e agora eu estou ouvindo pela 5ª vez “Catharsis” e gosto cada vez mais do que escuto.

A banda parece ter se adaptado para sobreviver ao mercado com faixas como “Bastards”, “Behind A Mask” e “Eulogy”. Mais manteve muito de suas características, como a linha vocal de Robert Flynn, Dave McClain está perfeito e o entrosamento com o baixo de Jared MacEachern é absurdo enquanto a guitarra de Phil Demmel casa perfeitamente com a de Robb.

O nono álbum de estúdio da banda abre lá em cima com a faixa “Volatile”, sons rápidos e brutais e alguns lentos e arrastados não convencionais a banda. Excelente faixa de abertura, a faixa título vem na sequência e traz sons de violinos e um refrão carregado de melodia. “Beyond The Pale” é cheia de riffs e batidas fortes e é um dos destaques do álbum. “California Bleeding” é outra que começa forte e rápida enquanto “Triple Beam” parece uma faixa hip-hop e que lembra os melhores momentos do New Metal, aqui a melodia está no topo.

“Kaleidoscope” traz o thrash de volta e tem um som semelhante a “Night Of The Long Knives” do Bloodstone & Diamonds e é perfeita, inclusive ganhou um videoclipe incrível, psicodélico e pra qual ouvi muita gente torcendo o nariz, no final dessa nota pode se conferido esse e todos os outros vídeos já lançados para o álbum.

A velocidade cai muito com a faixa “Bastards” uma linda balada quase acústica que fala sobre a forma de enfrentar as mazelas do mundo. “Hope Begets Hope” tem riffs e bateria brutais, solos longos e a voz de Robb Flynn se destacando nas idas e voltas da faixa. “Screaming At The Sun” deveria ter sido a faixa para apresentar esse álbum, é a melhor em minha opinião, com certeza até o que mais reclamar desse álbum vai curtir essa.

“Behind A Mask” é melancólica, acústica e com uma harmonia de Jared MacEachern de cair o queixo, uma faixa que me pareceu à tônica do álbum e a prova de o quanto essa banda consegue se adaptar.

“Heavy Lies The Crown” é a uma faixa longa, e que conta a historia de Louis XI, rei francês, em mais de oito minutos. Ela tem batida pulsante e pesada, com vocais grunhidos, riffs e solos eletrizantes. “Psychotic” entrega o que promete um som implacável e louco. “Grind You Down” é outra pancada e “Razorblade Smile” tem frases rápidas e riffs sujos enquanto “Eulogy” fecha o álbum de forma lenta mas pronta pra agradar a todos.

Esse é um álbum longo, porém nada cansativo, é cedo pra afirmar mas até agora disco do ano fácil.

Formação:
Robb Flynn (vocal, guitarras);
Phil Demmel (guitarra, vocal de apoio);
Dave McClain (bateria);
Jared MacEachern (baixo, vocal de apoio)

Faixas:
01 – Volatile
02 – Catharsis
03 – Beyond The Pale
04 – California Bleeding
05 – Triple Beam
06 – Kaleidoscope
07 – Bastards
08 – Hope Begets Hope
09 – Screaming At The Sun
10 – Behind A Mask
11 – Heavy Lies The Crown
12 – Psychotic
13 – Grind You Down
14 – Razorblade Smile
15 – Eulogy

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Sobre: Cirez Waldez

Cirez Waldez

Começou a ouvir Metal aos 13 anos e o primeiro contato foi com as bandas Benediction e Sepultura através dos álbuns Subconscious Terror e Beneath the Remains e passou por todas as fases do Metal pesado desde então. Com o tempo aprendeu a ouvir outras vertentes dentro do Heavy Metal e hoje tem no ecletismo uma de suas principais virtudes, sendo capaz de ouvir Aerosmith e Dissection no mesmo dia.

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