Resenha: Katatonia – City Burials (2020)

by Jessica Mar

O novo álbum, lançado após um hiato de quatro anos desde The Fall Of Hearts, foi lançado em Abril pela Peaceville Records e já está disponível no Brasil com exclusividade pela Mindscrape Music. City Burials traz peças mais poéticas, coesas e sombrias. Assim que escutei, me apaixonei pela tristeza, angústia e melancolia que a banda passa através da sua música.

O novo álbum, lançado após um hiato de quatro anos desde The Fall Of Hearts, foi lançado em Abril pela Peaceville Records e já está disponível no Brasil com exclusividade pela Mindscrape Music. City Burials traz peças mais poéticas, coesas e sombrias. Assim que escutei, me apaixonei pela tristeza, angústia e melancolia que a banda passa através da sua música.

Quando se trata de exalar uma melancolia atmosférica e cativante,  o quinteto de metal progressivo sueco faz isso com excelência. A voz distinta e inestimável do vocalista Jonas Renkse, teve uma estética brutal nos primeiros discos, que logo deu lugar à uma sonoridade muito mais sombria, tranquila e melódica nos recentes álbuns da banda. City Burials têm uma percepção particularmente apurada das profundezas do sofrimento humano, um pouco mais do que seu antecessor, The Fall of Hearts (2016).

Katatonia possui um estilo especial para capturar verdadeiramente uma certa emoção e sentimento e expressá-lo visceralmente através de sua obra de arte, é uma banda que mostra perfeitamente que a arte vem da dor, e isso pode ser visto desde o primeiro álbum da banda, Dance of December Souls (1993). Mesmo não sendo considerados do movimento musical gótico, eles trazem essa forte característica, e com o tempo essa característica foi aumentando e hoje podemos dizer que Katatonia se encaixa no metal gótico contemporâneo. Por isso me apaixonei pela banda e fico ansiosa a cada lançamento, porque tenho a certeza de que a melancolia e a tristeza aparecem cada vez mais forte, e a banda transforma tudo isso em música com certa essência única e especial.

City Burials traz músicas mais curtas e é menos experimental que seu antecessor, e também podemos sentir cada instrumento e talento dos músicos. O primeiro single, “Lacquer”, mostrou o que estava por vir e vale citar que essa música tem uma leve pegada eletrônica diferente de tudo que a banda já havia feito. Uma música para ouvir e “viajar”. “Behind the Blood” é uma pegada mais agressiva onde podemos apreciar as guitarras e o baixo e também se tornou uma das minhas músicas favoritas deste disco. O modo sútil como a banda cria suas músicas merece ser apreciado, independente do que usam na composição. 

É difícil ficar insatisfeito com esse trabalho. A banda seguiu a mesma fórmula que vem seguindo nos álbuns anteriores, com alguns tons eletrônicos que cairam bem e não estragam a essência do que é o Katatonia. Quem procura por ousadia pode ser surpreender com City Burials. Katatonia segue exalando melancolia nas suas músicas, de um jeito que só eles sabem fazer.

Katatonia – City Burials
Data de lançamento: 24/04/2020
Gravadora: Peaceville Records

Faixas:

1 Heart Set To Divide
2 Behind The Blood
3 Lacquer
4 Rein
5 The Winter Of Our Passing
6 Vanishers
7 City Glaciers
8 Flicker
9 Lachesis
10 Neon Epitaph
11 Untrodden
Bonus Tracks 
12 Closing Of The Sky
13 Fighters

Formação:

Jonas Renkse (vocal, guitarra, teclados)
Anders “Blackheim” Nyström  (guitarra, teclados, backing vocals)
Niklas Sandin (baixo)
Daniel Moilanen (bateria)
Roger Öjersson  (guitarra)

  • 9/10
    Katatonia - City Burials (2020) - 9/10
9/10

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