Resenha: Heryn Dae – Heryn Dae (2016)

Ao observar a capa do disco da banda catarinense Heryn Dae, onde uma lua grandiosa entre nuvens escuras dá ao Stonehenge o clima perfeito para um pacto, uma questão me veio à cabeça, o que significaria “Heryn Dae” e qual a ligação com o contexto da capa?  Uma rápida pesquisa me mostrou que as palavras estão em Élfico Tolkiano e significam “Dama das sombras” explicando assim, não somente o enredo lírico da banda, mais também a arte gráfica que alem do clima citado acima, traz  uma mulher imponente e mascarada sob o Stonehenge.

Ao dar o play uma narração climática chamada “March to Die” apresenta a atmosfera vigente do álbum, guiando assim as faixas seguintes por um caminho cadenciado e épico. “Final Fantasy” vem carregado (num primeiro momento), por uma guitarra limpa e uma voz narrada, passando de momentos interpretativos para frases mais agressivas com muita naturalidade abrindo assim uma porta climática para a terceira faixa, “Heryn Dae”. A faixa autointitulada tem um riff sabático e um baixo marcado nos moldes de “Heaven and Hell” do Black Sabbath, além de um refrão cantado em Élfico Tolkiano que dá a musica características enigmáticas.

heryn-dae

O clima denso da sonoridade é uma constante e define o estilo proposto com bastante clareza, esse clima vigente só é quebrado (em parte) na quarta faixa, “Death”. A canção cantada nos moldes de Mark Tornillo (Accept) é uma das mais rápida até então, climatizando um Heavy Metal tradicional com baterias precisas e guitarras afiadas.

Um dos destaques do álbum é a envolvente “Lucy” que através de vários momentos rítmicos consegue agradar ouvintes variados mostrando tecnicamente a influência individual de cada musico. Gostaria de destacar também a arte gráfica do encarte que simula as páginas de um  livro medieval, inclusive, com selos feitos com cera quente de vela e um sinete.

A Heryn Dae traz climas interessantes e uma proposta, que a meu ver, mistura “medieval fantasia” com um lado mais introspectivo. Claro que uma produção de ponta daria ao grupo um destaque maior, porém como ouvinte e músico a mais de vinte e nove anos, sei como funciona a “máquina” e prefiro destacar as composições, que neste caso é o ponto alto do debut.

Formação:
Victor Moura (vocal);
Juliano Bianchi (guitarra);
Ricardo Bach (baixo);
Cristiano Pereira (bateria).

Faixas:
01 – March To Die
02 – Final Fantasy
03 – Heryn Dae
04 – Death
05 – Shadow’s Prologue
06 – Lucy
07 – Kings of The Anarchy
08 – Evil Fortress

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Sobre: Fabrício Castilho

Nascido em 29 de novembro de 1980 na cidade de Pindamonhangaba, estudou musica durante 2 anos na FASC (faculdade de musica santa Cecília). Durante a juventude esteve de forma ativa no cenário metálico do vale, fazendo parte do projeto MAD METAL, que dispunha de um programa de radio que também era exibido online, alem de um programa de TV chamado VALE METAL exibido pela TV Vivax de Taubaté. Como musico Fabrício tocou no Brasil todo com a banda STEELGODS, vindo até mesmo a abrir um show do vocalista Jeff Scott Soto (ex- Yngwie Malmsteen ). Com a STEELGODS Fabrício gravou a demo “the first demo álbum”. Fabrício também participou durante três anos como vocalista das bandas, EXCALIBUR e SPACECRAFT, nessa ultima a banda contava através de musicas a historia do rock. Atualmente Fabrício leciona aulas Particulares de Baixo, violão e canto, alem de estar em processo de pré- produção de um disco conceitual chamado Olitizack.

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