Resenha: Deep Purple – Who Do We Think We Are (1973)

by Roadie Metal

Já que está completando 45 anos é um bom momento para se falar sobre esse polêmico LP do Deep Purple.

A fase MkII sempre foi uma bomba relógio graças aos problemas internos entre os membros da banda e o clímax foi inevitável em 1973. Ao contrário do “Made in Japan” onde a rivalidade em curso, causou duelos inigualáveis ​​e intensos, proporcionando um dos melhores ao vivo de todos os tempos, a volta da banda ao estúdio para gravar seu próximo álbum foi um completo desastre. Todos estavam cansados de fazer turnês, mas sua gravadora queria continuar capitalizando em cima do sucesso da banda, obrigando-os a entrar no estúdio e gravar seu próximo álbum. Um Gillan desgastado com problemas até para olhar para a cara de Blackmore, tornou as relações dentro da banda insuportáveis. Os dois ficaram tão irritados um com o outro que nem sequer desejavam estar no mesmo espaço, e assim os vocais e as guitarras foram gravados sem nenhum envolvimento ou interesse dos dois músicos.

Eventualmente, Gillan sairia da banda devido à frustração contínua, seguido de Glover, que desconfiava – com razão – que Blackmore planejava demiti-lo. E a mágica MkII chegava a um previsível final infeliz.

O disco ‘Who Do We Think We Are’ é um produto completamente não representativo do que o Deep Purple era capaz de fazer. As tensões dentro da banda afetaram fortemente a qualidade do álbum, que diferente dos anteriores, existem apenas duas grandes faixas: “Woman From Tokyo” – uma música cativante com um ótimo riff de Blackmore, e uma performance destacada de Gillan, descrevendo a primeira visita da banda ao Japão no ano anterior –  e a muito boa ‘Rat Bat Blue’, mais uma vez contando com uma excelente performance´do vocalista.

E ficamos por ai mesmo. As demais faixas encontradas no álbum se parecem com o Deep Purple, mas sem a qualidade dos discos anteriores. Claro que o talento dos músicos está lá, mas somente isso é muito pouco. O principal problema aqui é que o resto do material é muito genérico para o alto padrão que a banda já tinha apresentado.

É um registro fraco gravado por uma banda desgastada e, como tal, é apenas recomendado para os fãs do Purple ou fãs da fase MkII obsessivos. Jamais para um ouvinte iniciante. Felizmente o Deep Purple se revitalizaria um ano depois e lançaria o fantástico ‘Burn’.

Mas esse já é outro papo!

Formação:
Ian Gillan (vocal e harmônica);
Ritchie Blackmore (guitarra);
Roger Glover (baixo);
Ian Paice (bateria);
Jon Lord (teclados)

Faixas:
01. Woman from Tokyo
02. Mary Long
03. Super Trouper
04. Smooth Dancer
05. Rat Bat Blue
06. Place in Line
07. Our Lady.

  • 6/10
    - 6/10
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