Resenha de show: Glenn Hughes em uma noite mágica na cidade de Brasília

by Gleison Junior

Pneus ok, Freios ok, combustível ok, material para anotações ok, sua gata ao lado ok. Tudo preparado, então vamos pegar a estrada e viajar 200km para poder ver a lenda viva, Glenn Hughes, um dos maiores vocalistas e baixistas do mundo.

Atualmente o músico está em tour com sua tour que tem como premissa executar os maiores clássicos do Deep Purple, no qual o músico esteve a frente entre os anos de 1974 e 1976, gravando três dos maiores discos da carreira da banda, Burn (1974), Stormbringer (1974) e Come Taste the Band (1975).

O show que estava programado para ter início as 21:00 horas, teve um atraso de aproximadamente 2 horas devido a problemas técnicos e vistoria, nada que atrapalhasse a ansiedade de ver Hughes pessoalmente. A casa estava completamente lotada e pessoas de várias idades aguardavam ansiosos para o início desse grande evento. Uma casa com um excelente espaço, mas com um problema gravíssimo, que logo mais a frente relatarei aos leitores. Agora vamos ao show e à memória desse redator.

Para deixar todos arrepiados, Glenn Hughes abre o show com o clássico absoluto “Stormbringer”, levando todos ao delírio. Na sequência “Might Just Take Your Life” e “Sail Away” deixam a nítida impressão que a noite será fantástica.

Simpático, humilde e carinhoso com o público, Glenn sempre se aproximava da plateia, agradecendo, tecendo elogios e dizendo aos fãs o quanto o Brasil é especial para ele. Após sua primeira comunicação com os fãs, uma música que mexeu com todos, “Mistreated” é executado com maestria e provando que mesmo com seus 66 anos, Hughes ainda canta tão bem quanto no início de sua carreira, confira a música no integra no vídeo abaixo.

Não tem como não se emocionar e ficar parado com a envolvente “You Fool no One” que teve aproximadamente 20 min em sua execução, solos individuais, breaks e jam’s foram exploradas ao máximo durante essa faixa, esse foi o momento dos músicos de apoio de Glenn mostrarem seu talento e qualidade.

Na sequência Glenn fica sozinho com o tecladista no palco, e dedica a próxima música ao seu eterno amigo Jon Lord, “This Time Around”. Aqui percebemos toda sua técnica e qualidade, que voz meus amigos, que voz!! Ainda dentro de “This Time Around” o músico faz uma capela de “Sweet Georgia” um dos maiores clássicos do Soul Music.

Com todos de volta ao palco, foi a vez de “Holy Man”, na sequência “Gettin’ Tighter” que foi dedicada ao amigo e falecido guitarrista, Tommy Boolin. Acha que a galera estava cansada? Jamais, e para pegar muitos de surpresa, Glenn chama “Smoke on The Water”, mesmo não tendo sido gravada originalmente pelo músico, a faixa levou todos ao delírio e você confere aqui no vídeo abaixo como foi.

Para encerrar a primeira parte, a eletrizante “You Keep on Moving”. Após a música, os integrantes e Glenn se despedem e saem do palco, mas claro que todos sabiam, faltava algo, aquela música, aquele momento, o encerramento com chave de ouro. E após 5 min, a banda volta e de cara manda um “Highway Star” e deixando todos malucos o clássico absoluto de sua era a frente do Purple, “Burn”. Uma noite nostálgica e completamente perfeita, ver Glenn Hughes, executando os maiores clássicos de uma das bandas fundamentais de um estilo, é algo inesquecível e primordial na vida de qualquer fã da boa música.

Agora faço uma pequena ressalva, o show teve seu local alterado faltando não mais que dois dias para a apresentação, confesso que não conhecia o local anterior e muito menos o atual aonde foi realizado o evento. A casa “Toinha Brasil” causou um pequeno tumulto e problemas gravíssimos no final do show, concentrando aproximadamente 600 pessoas, estimativa de público, em uma saída simples, aonde somente uma pessoa passava por vez, tudo por que era necessário fazer um reconhecimento biométrico individualmente e só existia uma pessoa fazendo, sendo que a mesma não tinha conhecimento do sistema, gerou um grande mal-estar e risco de acidente. Um local com tamanha qualidade interna e excelente espaço precisa se organizar mais na saída de seus clientes, o nível de risco de um acidente grave, com sequelas irreversíveis, é altíssimo. Recomendo o show do Glenn Hughes e parabenizo a produção do evento, mas fica o alerta, ir a casa de Shows “Toinha Brasil” é um risco grave para sua própria saúde.

 

Track List:

01 – Stormbringer

02 – Might Just take Your Live

03 – Sail Away

04 – You Fool no One

05 – This Time Around

06 – Holy Man

07 – Getting’ Tighter

08 – Smoke on the Water

09 – You Keep on Moving

10 – Highway Star

11 – Burn

 

 

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