Resenha: Creed – Full Circle (2009)

by Renan Soares

No ano de 2009, a banda americana Creed, que conseguiu destaca na mídia no final dos anos 90 e no início dos anos 2000, animou os fãs ao anunciar o sua volta 5 anos após o hiato iniciado em 2004, tendo também anunciado seu quarto álbum de estúdio intitulado “Full Circle”.

Durante o período em que todos os integrantes estiveram afastados do Creed, Scott Stapp seguiu carreira solo, enquanto Mark Tremonti, Brian Marshall e Scott Phillips se juntaram a Myles Kennedy e formaram o Alter Bridge, tendo Scott lançado um álbum nesse meio tempo, e o AB lançado dois discos até o ano de 2009.

Sendo assim, era de se esperar que o novo trabalho do Creed apresentaria uma grande evolução em relação aos 3 antecessores, e que carregaria referências de cada um desses projetos.

E podemos dizer que principalmente as influências do som do Alter Bridge acabou sendo um grande diferencial no “Full Circle”, pois com isso, o Creed entregou o trabalho mais pesado de sua carreira, com riffs que se encaixariam muito bem nas músicas do grupo liderado por Myles Kennedy (a exemplo de “Overcome”, “Fear” e “Bread of Shame”).

Também encontramos sons mais referentes a carreira solo de Scott Stapp (que infelizmente foi bem apagada principalmente por conta dos seus problemas extra-palco), que não se diferencia muito do som apresentado pelo Creed em seu auge. Mas podemos dizer que faixas como “Full Circle”, “Rain”, “A Thousand Faces” e “Away In Silence” tiverem um toque maior por parte do vocalista.

Mas se há um ponto que a banda poderia ter se atentado mais foi no ordenamento das faixas, pois faria mais sentido se tivessem trocado “A Thousand Faces” e “Suddenly” de lugar, pois a segunda citada segue mais a pegada das duas faixas de abertura (Overcome e Bread of Shame), o que daria uma sequência bem enérgica de três faixas pesadas seguidas, enquanto a primeira abriria uma sequência de baladas que se seguiria com “Rain” e “Away In Silence”. Mas da forma que as músicas foram posicionadas, acabou ocasionando uma quebra muito forte na dinâmica sonora mais de uma vez.

Da mesma forma que “Time” poderia ter sido melhor aproveitada se colocada para fechar o álbum, por ela ter uma sonoridade mais melancólica e uma letra mais reflexiva (a frase ‘o tempo não é meu amigo’ não me deixa mentir).

Mas de qualquer forma, podemos dizer que em nível técnico, o “Full Circle” é o melhor trabalho do Creed. Mas é uma pena que o mesmo não seja tão lembrado, já que foi feito após a época em que a banda esteve em alta, tendo na época o público se importado mais com a nostalgia de ter o Creed de volta aos palcos cantando os clássico do que com o trabalho novo por si só.

Outro fator que ajudou com que o disco a não ser tão lembrado foi o fato da banda ter entrado em hiato novamente em 2012, após encerrarem o ciclo e estarem prestes a gravar um novo álbum. Com isso, Scott Stapp voltou a se focar em sua carreira solo (e nos seus inúmeros problemas pessoais), e o resto da banda, no Alter Bridge.

E desde então, o nome “Creed” voltou a ficar adormecido.

Nota: 9

Creed – Full Circle
Data de lançamento: 27 de outubro de 2009
Gravadora: Wind-Up Records

Tracklist

01 Overcome
02 Bread of Shame
03 A Thousand Faces
04 Suddenly
05 Rain
06 Away in Silence
07 Fear
08 On My Sleeve
09 Full Circle
10 Time
11 Good Fight
12 The Song You Sing

Formação

Scott Stapp – vocal
Mark Tremonti – guitarra
Brian Marshall – baixo
Scott Phillips – bateria

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