A guitarra, aqui, é colocada em cena diante de uma exploração de todas as suas capacidades melódico-sensoriais. Afinal, durante a execução da composição, o instrumento soa distorcido, dissonante e melódico. Tudo ao mesmo tempo em que dispõe de sabores azedos e ácidos destacados diante de uma bateria de desenvoltura rítmica explosiva.
Ente bumbos duplos intensos e pulsantes, a faixa desfila boas doses de densidade e precisão. Nesse ínterim, é como se o ouvinte se percebesse em meio a um céu de paisagem noturna e, também, de caos preludiante. Não é de se espantar que, até mesmo no que tange a linha lírica, Plethora beba de uma acidez rasgada que, vinda do timbre de Brandon Stoltz, funciona como um extravasar de dor e sofrimento.