Antes de começar, acho importante esclarecer que o termo “balada” aqui utilizado faz referência a um tipo de rock ou heavy metal com sonoridade mais suave, e não significa, necessariamente, que o conteúdo das letras seja romântico.

A maioria de nós conhece o virtuoso Jeffrey Phillip Wiedlandt, vulgo Zakk Wylde como guitarrista dos álbuns e shows de Ozzy Osbourne.

Apesar de se dedicar aos álbuns e tours com Ozzy, em 1994, Zakk estreia seu power trio, o Pride & Glory. A partir daí, ele começa a se dedicar aos vocais, além da guitarra, violão e piano. Um caminho sem volta! Até hoje são 14 álbuns de estúdio, além de contribuições paralelas com Ozzy e trabalhos com outros artistas.

Os brutos também amam!

Quem conhece um pouco mais da carreira e da personalidade do Zakk Wylde sabe que ele é um cara super bem humorado, e, como dizem por aí, “um figura”. Sabe-se também que ele é apaixonado pelas baladas antigas de Elton John, assumindo, inclusive, a influência dessas músicas em suas composições mais suaves, principalmente, as tocadas no piano.

Portanto, percebemos, “perdidas” em seus álbuns, uma ou duas baladas que destoam das demais faixas com guitarras distorcidas e agressivas. Surpresa muito positiva!

Entre suas viagens acústicas, podemos destacar:

Em 1994, no Pride & Glory, ele mostra seu lado mais “Southern Rock” em uma mistura hard/metal/country com destaque para as lindas “Machine Gun Man” e “Sweet Jesus”, além de um grudento e descarado rock country em “Cry Me a River”.

Como artista solo, Zakk Wylde mostra esse lado mais “sensível”. Isso fica latente em sua estreia com o maravilhoso Book of Shadows em 1996, com destaque para o single “Way Beyond Empty”, e, mais recentemente, ao lançar a parte dois do Book Of Shadows, que fecha com “Sleeping Dogs”, e que conta com a participação de Corey Taylor (Slipknot/Stone Sour). Ambos os álbuns são essencialmente acústicos e com guitarras pontuais.

Já em 1998 ele apresenta ao mundo a sua versão “monstro” com o Black Label Society, no álbum “Sonic Brew”. A partir daí, há uma sequência impressionante de álbuns.

Podemos dar destaque para as belíssimas:

“In This River” (homenagem ao seu saudoso amigo Dimebag Darrel, do Pantera/Damageplan, assassinado no palco em 2004).

“Bridge To Cross” (1919 Eternal), “The Blessed Hellride” (Blessed Hellride), “Time Waits For No One” (Order Of The Black), “Angel of Mercy “e “Scars” (Catacombs Of the Black Vatican) e, mais recentemente, “Nothing Left to Say”(Grimmest Hits).

Além das baladas pontuais do Black Label Society, existem os álbuns substancialmente acústicos: Hangover Music Vol. VI e o The Songs Remains Not The Same, além do maravilhoso show “Unblackened”, dedicado também às viagens acústicas do músico.

Inspirado por essa quantidade enorme de músicas lindas do Zakk Wylde, criei essa playlist para você desfrutar de momentos mais românticos ou mesmo se estiver a fim de curtir algo mais tranquilo, porém sem abrir mão de qualidade musical.




Discografia (ábuns de estúdio)

Pride & Glory – Pride & Glory (1994)
Zakk Wylde – Book Of Shadows (1996)
Black Label Society – Sonic Brew (1998)
Black Label Society – Stronger Than Death (2000)
Black Label Society – 1919 Eternal (2002)
Black Label Society – The Blessed Hellride (2003)
Black Label Society – Hangover Music Vol. VI (2004)
Black Label Society – Mafia (2005)
Black Label Society – Shot To Hell (2006)
Black Label Society – Order Of The Black (2010)
Black Label Society – The Songs Remains Not The Same (2011)
Black Label Society – Catacombs Of The Black Vatican (2014)
Zakk Wylde – Book Of Shadows II (2016)
Black Label Society – Grimmest Hits (2018


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