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Persefone: Conheça os andorranos que fazem Melodic Death Prog Metal

Sabe quando você conhece uma banda que é tão absurdamente boa que você não consegue parar de escutar até acabar com todos os álbuns já lançados? Persefone foi assim pra mim. É um trabalho tão bem executado e produzido que seria impossível limitar em apenas algumas palavras.

Persefone é uma banda de extrema complexidade e muito cativante em muitos dos aspectos que a compõe. Formada em 2001 pelos amigos Carlos Lozano (guitarra), Jordi Gorgues (guitarra), Toni Mestre (baixo) e Xavi Pérez (bateria), inicialmente como uma banda cover. Em 2002, Miguel “Moe” Espinosa (vocal e teclado) juntou-se à banda. Era um amigo de infância de Carlos, e já haviam tocado juntos em uma banda chamada Rüdi Gannan. Nesse momento, a banda começou a escrever suas próprias canções. Após um ano de trabalho duro, lançaram seu primeiro álbum: “Truth Inside The Shades”.

O reconhecimento da mídia bateu à porta da banda e logo começaram a preparar seu próximo álbum, de 70 minutos e apenas 3 músicas, isso sim é ser progressivo. Lançado em 2007, “Core”, é considerado até hoje como um dos melhores álbuns do gênero, e com razão, pois o trabalho é impecável. O álbum já foi citado em uma matéria aqui da Roadie Metal, confira.

Algumas mudanças na formação trouxeram Aleix Dorca para a bateria e Marc Martins para os vocais. A partir do álbum “Core”, os convites para shows e festivais começaram a surgir mais frequentemente.

A banda buscava sua própria sonoridade e rapidamente começaram a compor seu terceiro álbum. Aleix Dorca abandonou a banda e Marc Mac (esses caras sabem tocar tudo) tomou seu lugar na bateria. Feito isso, a banda alcançou um novo nível de complexidade na percussão, e o álbum “Shin-ken”, lançado em 2009, trouxe uma temática samurai e de filosofia zen. Outro trabalho inovador.

Em 2010 os andorranos partiram em turnê com o Obituary, trazendo as coisas para um nível superior, fazendo com que os membros utilizassem toda a experiência adquirida para correr em direção de seu quarto álbum, que por sua vez, é o mais aclamado pela crítica: “Spiritual Migration”.

Em 2012, uma segunda turnê européia aconteceu, dessa vez apoiando a banda Leprous, um pouco antes do lançamento oficial do álbum “Spiritual Migration”, que ocorreria em fevereiro de 2013. Acompanhado de um clipe de 10 minutos para a música que leva o nome do álbum, o sucesso foi certo. Gerou milhões de visualizações no Youtube e mais de um milhão de acessos em Spotify, iTunes etc.

Na turnê asiática de 2013 e 2014 a banda conseguiu esgotar os ingressos de um show pela primeira vez.

Após a segunda turnê asiática, Marc Mac decidiu deixar a banda em razão de seus outros projetos musicais, sendo substituído por Sergi “Bobby”.

Em agosto de 2016, o membro fundador da banda, Jordi Gorgues deixou a Persefone por motivos pessoais, e Filipe Baldaia, parceiro de Sergi na banda Nami, tomou o posto na guitarra.

Ainda em 2016 a banda começou a trabalhar no último álbum lançado até o momento, “Aathma”, que para promover seu lançamento teve uma turnê onde a Persefone foi a atração principal.

Conheça o esplendoroso trabalho da banda no clipe abaixo:

A Persefone é formada por:

Marc Martins: gutturais
Carlos Lozano: Guitara
Miguel Espinosa: Teclado e vocal limpo
Tony Mestre: Baixo
Sergi “Bobby” Verdeguer: Bateria
Filipe Baldaia: Guitarra

 

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Sobre: Gabriel Panceri

Gabriel Panceri

Desde que posso me lembrar, música e literatura fazem parte do meu dia-a-dia. Lancei-me na escrita aos 12 anos de idade, mas somente aos 22 comecei a escrever mais "profissionalmente". Sou apaixonado pela música como arte, alèm de ser forma de expressão essêncial para a sobrevivência. A música entrou na minha vida mais cedo, aos 5 anos de idade, através da gloriosa "Brain Damage", da obra "The Dark Side of the Moon". No primeiro contato eu já percebi que seria grato por esse momento o resto da minha vida. Me tornei músico aos 14 anos, escolhendo a guitarra. Motivado por caras como Eric Clapton, David Gilmour e Zakk Wylde (eu sei, bem distintos), dediquei 10 anos á bandas e grupos dos quais fiz parte. Em todo esse tempo, conheci muita gente, muita banda boa (outras nem tanto, mas não cabe a mim julgar) e isso me fez sentir a necessidade de contar pro mundo quando descobrisse um som sensacional, um clipe genial ou até mesmo um single de lançamento de uma banda, e então, cheguei até aqui, ainda apaixonado pelo que faço pela música e pelas pessoas que a criam. Meu objetivo é compartilhar a boa arte com todos que me lêem, pois citando Nietzsche: "Sem a música, a vida seria um erro".

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