Paul Gehl se inspira e encara realidade em novo single

Paul Gehl já esteve em nossas páginas. De imediato, o fato de ele ser fecundo é o que mais chamou atenção, afinal de contas, Paul lançou mais de uma dezena de singles ano passado, sempre mostrando características próprias, mas respeitando muitas coisas que que consta na famigerada cartilha do rock.

Outro fator que chama atenção do artista de Luxemburgo são suas temáticas, que sempre abordam temas pertinentes, que acrescentam à sociedade, desperta o pensamento crítico, além de servir como reflexão. Tudo comprovando sua versatilidade, conhecimento de causa e um som que ele vem moldando desde 2022, apesar de ser um músico mais experiente do que isso.

Ele começou a tocar guitarra aos 14 anos e logo passou a tocar em bandas com foco principal em metal. Com formação em violão clássico e flamenco, a jornada musical de Paul retornou à guitarra elétrica e à composição após sofrer uma lesão que quase encerrou sua carreira.

Paul chega agora a um novo single, onde notamos que ele continua lapidando seu som, apesar de ter criado uma identidade bem sólida. O trabalho mostra evolução natural e, dentre suas distinções, entrega um artista preocupado em dar passos, mas que eles não sejam maior que as pernas.

“Devils and Demons” é o nome dessa composição, que soa como uma das mais versáteis, complexas, porém curiosamente mais acessível do artista. Isso porque a faixa tem arranjos intrincados e uma execução que exige técnica e tino para sentir a faixa, mas chega bem mastigada ao ouvinte.

Com as guitarras sujas na medida, trazendo o lado stoner de Gehl, a música entrega um som onde o ritmo semi cadenciado valoriza os riffs das seis cordas. Além disso, com fraseados interessantes, uma veia progressiva futurista dá as caras sem cair nas armadilhas das modernices baratas dos tempos atuais.

“Devils and Demons” é uma música que soa ‘sci-fi’, se é que isso é possível. Tudo com uma veia inspirada também no rock alternativo, já que a faixa traz vocais introspectivos que nos remetem ao grunge. Mas, nesse quesito, só é a isso que nos remete, sem mais delongas.

A letra oferece aos ouvintes um vislumbre da jornada pessoal de Paul, que convive com o transtorno bipolar. Inspirado em suas próprias lutas e triunfos, o single reflete sua resiliência e paixão inabalável pela música. E como o mesmo Paul diz, “trata-se de aprender que as pequenas coisas podem ser tudo o que existe e que a aceitação do que é, é um ingrediente fundamental para uma vida significativa, mesmo quando ela é, em sua maior parte, muito difícil.

https://open.spotify.com/artist/1aSmOGm2NalI0Cw5LdNbNL?si=IdzF_xrWTBOdCUgSoD5x-w

https://youtube.com/channel/UCN48T_fPHey1NGfsitbuYDw?si=b9iM71vqeUVgphxE

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