“Este é o meu álbum de ‘quarentena’”, diz Neal Morse sobre seu novo lançamento, “Sola Gratia”. Isso se refere ao fato de que, pela primeira vez em sua carreira, Morse não tinha como companheiros Mike Portnoy e Randy George no estúdio presencialmente (isolamento social), pois cada músico gravou sua performance em seus próprios estúdios. O resultado é um álbum em que Morse compôs, cantou e deu conta da maioria das guitarras e teclados do álbum. Só para esclarecer que não é um disco da “The Neal Morse Band”, apesar da participação de todos os integrantes originais.

O Morse “totalmente solo”, apresenta um trabalho conceitual que remete a seus lançamentos solo anteriores, “Sola Scriptura” e “?” . Morse encontrou material em uma intrigante linha de história para alimentar suas “explorações progressivas”. O embarque é um novo conceito em torno do apóstolo Paulo, particularmente a transformação de perseguidor dos primeiros cristãos, para experimentar sua própria visão de Jesus ascendido e sua conversão subsequente. Obviamente o instrumental absurdamente bem azeitado (o que não surpreende pelo “time” em questão), discorre lindamente sobre essa passagem tão fascinante do Cristianismo. Essa redenção é traduzida musicalmente por meio de um épico final arrebatador. Abaixo, o novo projeto conceitual de Neil Morse na íntegra: