Sunset Strip é um trecho lendário de aproximadamente 2,5 quilômetros da Sunset Boulevard, localizado em West Hollywood, na área metropolitana de Los Angeles, Califórnia.
Durante a Lei Seca, esse trecho não pertencia aos limites oficiais da cidade de Los Angeles, mas sim a uma área não incorporada do condado. Como ficava fora do alcance direto da polícia de Los Angeles, a região virou um polo de speakeasies (bares clandestinos), cassinos ilegais e festas frequentadas por astros da “era de ouro” de Hollywood.
Depois do fim da Lei Seca, transformou-se em uma avenida glamourosa de boates e restaurantes luxuosos (como Ciro’s e Mambo) frequentados por lendas como Marilyn Monroe, Clark Gable e Frank Sinatra.
Nos anos 1960, a Strip virou o coração da juventude psicodélica e do rock and roll, abrigando casas de shows históricas como Whisky a Go Go, The Troubadour e The Roxy Theatre. Bandas como The Doors, Led Zeppelin, The Byrds e Jimi Hendrix fizeram história ali. Na década de 1980, a área tornou-se o berço mundial do glam metal e do hard rock. Apesar de não ser mais do mesmo, ainda soa como um local lendário para tais fins.
Formada em 1985, em Baltimore, pelo guitarrista rítmico Vince McLean, a Nasty Passion seguiu, em 1989, para o coração da lendária Sunset Strip, em Hollywood. Lá, a banda marcou o final dos anos 80 e o início dos anos 90. Agora, após anos separada, a banda se reencontra para resgatar aquele mesmo fogo, trazendo, ao mesmo tempo, uma nova perspectiva ao seu som característico.
Eles chegam com este som, “Nasty”, que é o primeiro single do próximo álbum da banda Nasty Passion. A banda, atualmente composta por DJ Beatty (bateria), Vince McLean (guitarra rítmica), Shawn Strachan (baixo), Brian Coleman (guitarra solo) e Jsin Lynch (vocal), mostra uma habilidade impressionante em atualizar seu som.
O que eles apresentam na nova faixa dá um passo adiante no que concerne o hard rock, já que a sonoridade também beira o heavy metal, consistindo naquilo que aprendemos a classificar como hard n’ heavy. A faixa ainda traz alguns detalhes bem interessantes.
Com guitarras cortantes, de grande influência do punk, a composição entrega timbres e uma produção orgânica. A velocidade é um grande mérito da cozinha, que soa agressiva como deve ser e ainda encontramos um teclado discreto, mas bem inserido, no final. Os vocais dão o tom raivoso que a faixa merece e entoa o refrão com muita gana. Que venha o novo disco!
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