Mile: Show esquenta Curitiba com Metal Carnival

Domingo de carnaval é dia de escutar marchinhas, certo? Errado! Pelo menos em Curitiba. Isso porque a cidade recebeu um show para headbanger nenhum botar defeito. O Curitiba Metal Carnival, aconteceu no dia 11 de fevereiro, no Blood Rock Bar. Foram seis bandas locais, uma de metal sueco, muita guitarra, bateria, moshs e mais de sete horas de som pesado.

A primeira banda a subir no palco foram os caras do Exylle, com um trash metal de responsa. A banda foi formada em 2014, e é composta por Victor Hugo no vocal e baixo, Kevin Vieira na guitarra, Johnny Bordignon também na guitarra e Rycardo Antonio na bateria. (Saiba mais sobre o som do Exylle) Quem foi no show pode conferir em primeira mão algumas músicas do próximo álbum do Exylle. O set list foi composto por “Dead When Born by the Church”, “Burn your leaders”, e as novas “I Am Neither Innocent”, “Legacy of Chaos”, “Immortal Dies”. Victor contou, em entrevista para a Roadie Metal, que os festivais de metal são importantes para o cenário do metal. “Esse tipo de evento faz a galera conhecer as bandas da própria cidade.”, disse o vocalista.

O público do Curitiba Metal Carnival era bem diversificado, muita gente saiu direto da Zombie Walk, que é uma tradição do carnaval na cidade, para ir curtir um som pesado no Blood Rock Bar. Quem subiu no palco depois da Exylle foi a Criminal Action, com um hard rock glam metal. A banda é formada por Jean Pietro nos vocais, Rickie Tailz no baixo, nas guitarras Rogério Vikz e Willian Wolfa e na bateria CJ Dubiella.

Brokken foi a terceira banda, com um new metal/industrial. Ela é formada pela vocalista Amandha Ribaski, Patrick Schmidt na bateria, Sergio Hancke na guitarra e Fabio “Jack” da Silva no baixo. A quarta banda do Curitiba Metal Carnival foi a Ankhy, composta por Matheus Motta no vocal, nas guitarras Felp Bagatin e Olek Nowakowski, Caio Vidal no baixo e Anderson Mendes na bateria. Saiba mais sobre o som do Ankhy. Em seguida subiu ao palco a Tritura, com um metal pesado e muito headbang na plateia. A banda é formada por Tico Herilton no vocal, Vinnie Lazzaretti e Ale Pinho nas guitarras, Felipe Mata no baixo e Greg Raphael na bateria.

Masken, frontman do Mile. Fotógrafo: Henrique Luz.

Já havia passado da meia-noite quando os suecos do Mile entraram no palco. Marcus “Masken” Karlsson se mostrou um notável frontman que interage muito bem com o público. A entrada foi feita com direito a música de velho oeste, muito gelo seco e estilo. “Vocês estão tendo uma boa noite? Nós vamos deixar ainda melhor, eu prometo!” (“Are you having a good night? We´re gonna make it even better, I promisse.”)

Dave e Nike. Fotógrafo: Henrique Luz.

A primeira música foi “Dark Cold Cell”, do álbum “Lost”, som pesadíssimo e animado. O baixista Niklas “Nike” Tidholm tem muita energia e transpassa isso no palco. Nas guitarras Fredrik Palm, um dos fundadores do Mile, e David “Dave” Wallberg, superfã de Metallica (quem não é?). Dennis Kjellgren subiu no palco com um sorriso simpático, mas tem uma mão bem pesada na bateria. Também do primeiro álbum, “Ripped of All Hope”, “War Cry”, o single do álbum “Crying in Your Sleep”, “Dressed in Black”, “Why won´t you (Die Motherf…er)”, entre outras, em uma hora de show.

Fredrik e Dave comandam as guitarras do Mile. Fotógrafo: Henrique Luz.

“Muitos shows legais hoje a noite, nós vimos muitas bandas ótimas.”, disse Masken sobre o festival. O vocalista aprovou o mosh da galera, mas pediu apenas para que ajudassem quem caiu. É permitido fazer o mosh, mas se alguém cair, vocês ajudem a subir, ok?” (“The mosh pit, I allowed, but if someone fall you´d help them up, ok?” ) Aliás, não só permite como é adepto. Na última música o vocalista desceu do palco e se jogou no mosh.

Quem fechou a noite do Curitiba Metal Carnival foi a banda de heavy metal Hell Gun. Eles começaram em 2013 e tem sua formação atual composta por Matheus Luciano no vocal, os guitarristas Lucas Licheski e Jean Fallas, no baixo Joey Souza e o baterista Sidnei Dubiella. O set list foi composto por “Hammer of the Damned/Tears of Rá”, “Kings of Beyond”, “Night of Domination”, “Pride To The Nations”, “Cult of Ignorance”, “Wolfman”, “Devil Dogs” e “Sacrifice”.

Se você é fã de Metal e mora em Curitiba, esse show foi para você. Música de qualidade, público animado, tudo nos conformes para fugir daquela chuvinha chata característica da cidade.

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Sobre: Daniela Farah

Daniela Farah

Aprendeu a ouvir Rock por influência direta dos irmãos, mas gostou e não larga mais. Procura sempre uma banda nova para colocar na playlist.

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