Machine Head: Robb Flynn faz homenagem a Tony Costanza

by Renan Soares

Apos saber da morte de Tony Costanza, primeiro baterista do Machine Head, que faleceu aos 52 anos essa semana, Robb Flynn, frontman da banda americana, publicou um longo texto em sua homenagem no seu blog “The General Journals: Diary of a Frontman And Other Ramblings”.

Na publicação, Robb relembra de grandes momentos de Tony na banda, e também da sua importância durante a produção do “Burn My Eyes” (1994), primeiro álbum do grupo.

No primeiro momento, Robb lamentou a morte de Costanza, e falou sobre quando o mesmo se juntou ao Machine Head no início da banda.

É triste saber sobre o falecimento de Tony Costanza.

Os primeiros 6 meses de existência da Machine Head aconteceram porque ele entrou na banda.

Comecei a conversar com Tony por volta de março de 1992 pela primeira vez. Não me lembro de exatamente como entramos em contato, ele era de Las Vegas e isso foi antes da Internet, antes dos celulares, é possível que um cara que costumava trabalhar para o Vio-Lence, Joey Copobianco, me colocou em contato com ele.

Começamos a conversar por telefone sobre o Machine Head e, eventualmente, ele se mudou para a Bay Area. Parecia de várias maneiras, ele estava pronto para começar uma nova vida, ele era o vocalista da banda de grindcore Papasmear e na verdade, eu o conheci no ano anterior com Mitch, da Napalm Death, quando Mitch, Shane e ele apareceram em um show na Bay Area“.

Durante o texto, Flynn mencionou a importância que Tony Costanza teve na produção do “Burn My Eyes”.

Então, ter Tony lá, tocando regularmente ‘Death Church’, ‘Blood For Blood’ e ‘Fuck It All’ no armazém de Emeryville, em uma sala que compartilhamos com outras 6 bandas de punk rock, foi bastante emocionante … Algumas das músicas que ele trabalhou conosco desde o início teriam se tornado ‘A Thousand Lies’, ‘I’m Your God Now’, ‘Nation on Fire’ e ‘Rage to Overcome’, e até mesmo parte de um riff de ‘Davidian'”. As músicas citadas fazem parte de “Burn My Eyes”, sendo que “Davidian” é o maior sucesso do Machine Head até hoje“.

O vocalista também relembrou as primeiras apresentações de Tony com a banda, tendo inclusive uma citação referente ao baterista brasileiro Igor Cavalera, que na época ainda estava no Seputura.

Também tocamos nosso primeiro show oficial de clube com ele no Huntridge Theatre em Las Vegas, filmamos nosso primeiro o vídeo da música ‘Fuck It All’, gravamos parte de uma fita demo de ensaio com Eric Wong no estúdio do Laughing Dead, e também tocamos no festival de metal de Los Angeles no Gazarri’s em Hollywood, que foi notável pelo fato de termos tocado duas vezes, para 20 pessoas cada vez, mas na 2ª vez, Dino, da Fear Factory estava lá, Igor, do Sepultura, os caras do Biohazard estavam lá, e Rick Hunolt, do Exodus, junto com nossos amigos Andy e Gary“.

Por fim, Robb se mostrou agradecido a Tony pelos 6 meses que ele passou na banda, e encerrou o texto mencionando a relação que eles mantiveram mesmo após a saída do baterista do Machine Head.

Mantivemos uma amizade ao longo dos 27 anos desde que ele estava na banda. Conversamos algumas vezes por ano, ele definitivamente tinha mais do que alguns problemas de saúde e gostava de festejar … Ele era um filho da puta teimoso. Mais tarde, ele me disse que ‘lamentou a decisão, mas que sempre foi uma honra tocar em sua’ banda favorita de todos os tempos ‘.

Me emociona escrever essas palavras …

Afzaal [Nasiruddeen, guitarrista do CRISIS] criou uma campanha de financiamento coletivo para ajudar com suas despesas de funeral … Se alguém quiser doar, a família de Tony e eu agradeceríamos.

Descanse em paz Costanza“.

Tony Costanza morreu na última terça-feira (04/08) enquanto dormia, e a causa da sua morte ainda não foi revelada.

O texto completo de Robb Flynn em homenagem ao baterista pode ser lido aqui.

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