As guitarras se mostram sujas. Ainda assim, suas sonoridades se combinam ao redor de um torpor que mistura a censura da dor, da raiva e da decepção. A partir daí, não é de se surpreender que o instrumental introdutório traga consigo boas doses de uma dramaticidade profundamente pegajosa de forma a providenciar um estado sensorial morfinesco irresistível.
E por falar em morfinesco, assim que o enredo lírico se inicia, a composição ganha contornos de texturas corrosivas ao mesmo tempo em que adquire inclinações profundamente mórbidas. Com essas experiências sensoriais, Morituri (The Boys Of 99’) narra a aquisição da convocação para uma guerra já perdida em essência.