“The Abyss”, lançado em 2020, foi o último trabalho da banda holotropic hospedado nas plataformas de streaming. Com experimentos eletrônicos e camadas de industrial circundando a sonoridade, Isso se aplicou também em seu antecessor “Break Your Neck” (2020). Duas formas musicais totalmente distintas ao que fizeram no primeiro álbum “Permeate” (2014), onde o poder da guitarra, baixo, bateria e guturais explodia em cada uma de suas nove faixas. Hoje, a banda apresenta mais um álbum e, embora não seja tão visceral quanto o primeiro, existe um certo resgate de suas raízes. “Individual” está descrito como ‘full-length’, mas por possuir sete faixas e menos de 40 minutos, pessoas dirão que se trata de um EP.
O fato é que aqui os guturais retornam com toda força, mas vocais limpos alternam a melodia deixando a obra mais versátil. Riffs de canções como “D’Filer”, que prelançou o disco como single, são de uma criatividade pulsante. Entre seus experimentos e brutalidade, existe no álbum uma música conceitual dividida em três partes. “in_dividual, Pt. I: Animal”, “Pt. II: Lamina” e Pt. II: Anima”, cujos valores são distribuídos pelo peso das guitarras na primeira parte, pela virtuose empregada nos solos da segunda parte e por um monólogo mítico conclamado na terceira. “Individual” é um terreno desbravado e beneficiado pelo amadurecimento musical de seus arquitetos.
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