A Europa Central possui uma cena underground pulsante, lá na Bratislava (SK), por exemplo, existe o holotropic, banda de metal extremo progressivo, cujo lançamento atual, “Individual”, prima pela brutalidade munida por elementos que adornam a sonoridade com complexidade e, por que não dizer, virtuose. Este lançamento representa mais maturidade musical em relação a “Permeate” (2014), onde o poder da guitarra, baixo, bateria e guturais explodia em cada uma de suas nove faixas. Hoje, a banda apresenta técnicas que arremessam “Individual” a um patamar mais elevado, mesmo possuindo uma duração que muitos podem classificá-lo como EP. No entanto, suas sete faixas oferecem experiências peculiares a quem valoriza as vertentes do metal extremo.
O fato é que aqui os guturais retornam com toda força, mas vocais limpos alternam a melodia deixando a obra mais versátil. Riffs de canções como “D’Filer”, que prelançou o disco como single, são de uma criatividade pulsante. Entre seus experimentos e brutalidade, existe no álbum uma música conceitual dividida em três partes. “in_dividual, Pt. I: Animal”, “Pt. II: Lamina” e Pt. II: Anima”, cujos valores são distribuídos pelo peso das guitarras na primeira parte, pela virtuose empregada nos solos da segunda parte e por um monólogo mítico conclamado na terceira. “Individual” é um terreno desbravado e beneficiado pelo amadurecimento musical de seus arquitetos.
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https://www.instagram.com/holotropic_band