
Grunge Entrevista é um quadro criado por mim, Helton Grunge, para entrevistar bandas e artistas do Rock e do Metal. Tudo feito de uma forma direta e descontraída, tentando abrir espaço para que o artista fale sobre seu trabalho. Hoje no Grunge Entrevista você confere um papo com Ameslari.
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1- AMESLARI é uma persona artística? De onde surgiu o seu nome artístico?
AMESLARI significa “sonhador” em basco e não é 100% uma persona artística. Eu diria que é basicamente quem eu sou na vida pessoal, mas com o óbvio filtro do que falar e não falar, além de uma tentativa de transmitir sentimentos de forma mais assertiva através das letras.
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2- Como você começou a se interessar por música e quais foram suas maiores influências no início da sua carreira?
Meus pais sempre ouviam muita música em casa desde quando eu era pequeno, então o interesse vem muito disso. Conforme fui ficando mais velho fui começando a buscar e descobrir coisas por conta própria também. Em termos de influências, principalmente no início, vem muito daquilo que eu cresci ouvindo: U2, Coldplay, The Killers, The Beatles, Elton John, Keane, Pink Floyd e vários outros, mas também de coisas que eu fui descobrindo depois, como Imagine Dragons, Bastille, The Chevin e por aí vai.
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3- Você lançou o álbum “The Void” em 2024. O trabalho reflete emoções intensas, tanto musicalmente como nas letras. Quais foram as suas inspirações desse álbum?
O disco é uma reflexão minha depois de um término de relacionamento que doeu muito, então as letras vêm muito daqui de dentro mesmo. Musicalmente, a maior referência nesse disco talvez seja o Radiohead, mas também tem um pouco da banda japonesa SID, de Dream Theater, Rush, Rage Against The Machine, Elton John… Enfim, muita coisa! Inclusive, tem referências musicais – homenagenzinhas mesmo – a algumas dessas que citei, especialmente na música Her. Quero ver as pessoas descobrindo quais são…
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4- Como você descreveria a evolução do seu som desde o lançamento do seu primeiro álbum lançado em 2019 para o The Void?
O City Stories, meu primeiro disco, tem muita coisa de épocas diferentes da minha vida. Tem músicas ali que foram escritas anos antes de ele sair, então é um retrato de quem eu era até ali, tanto nas letras quanto musicalmente, bebendo muito das influências que citei nas outras respostas. Os singles que lancei entre esses dois discos já mostravam tanto a evolução nas letras quanto minha abertura pra experimentar com sons diferentes que eu também gosto, como Rock mais pesado em Everything At Once e música eletrônica e dance em Distance. Já o The Void (2025) vem de uma situação específica com uma vibe muito específica, um momento muito dele, mas com uma maturidade bem maior nas letras, eu acho.
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5- Como você vê a cena musical independente brasileira e como enxerga o seu lugar dentro dela?
Vejo muita gente lançando música e fazendo música em vários estilos diferentes, que é algo que eu acho muito bom. Quanto ao meu lugar, vejo pouca gente com som parecido com o meu – o que não é dizer que eu seja melhor ou pior do que ninguém, claro – e não são tantos artistas e bandas que cantam em inglês, que é meu caso, também.
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6- Você compôs uma canção sobre a sua cidade natal. Como a cidade de Ribeirão Preto te inspirou e te ajudou a construir sua carreira musical?
Fazer essa música foi um projeto bem divertido. Acho que a inspiração da cidade vem do fato de que a grande maioria das histórias que eu vivi e presenciei aconteceu em Ribeirão. A ajuda de construir a carreira vem muito do público daqui, que me acolheu com carinho e vai sempre nos meus shows. Agradeço muito por isso.
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7- O que podemos esperar para 2025?
Tenho muitas ideias interessantes sendo trabalhadas. Acho que podem vir boas novidades por aí. Aguardem!
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