Grunge Entrevista é um quadro criado por mim, Helton Grunge, para entrevistar bandas e artistas do Rock e do Metal. Tudo feito de uma forma direta e descontraída, tentando abrir espaço para que o artista fale sobre seu trabalho. Hoje no Grunge Entrevista você confere um papo com O Que Sobrou do Caos.

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Vamos começar do começo: como tudo começou?

A ideia começou em 2019, eu (Felipe Mafra) havia acabado de sair de um emprego corporativo do qual eu odiava. Eu tinha muitas ideias e melodias na cabeça, então passei alguns dias trancado no meu home Studio gravando e escrevendo e 10 dias depois eu já tinha 5 musicas prontas e gravadas. Elas foram, na verdade, uma terapia: eu estava colocando pra fora aquilo que estava reprimido havia um bom tempo dentro de mim. Em seguida, eu conheci o Magno Max (baixista e voz) através de um trabalho de masterização que fiz pra uma outra banda que ele era guitarrista, mandei as músicas pra ele, ele ouviu e depois de pouco ele me mandou a mensagem: “pô cara, adorei as músicas! Me chama pra tocar?”. Então eu disse: “claro! Está dentro!”. Em seguida, ele me disse que conhecia uma baterista muito bom, que estava disponível e que talvez gostaria do projeto também! Era o Taylor Aquino. Então foi basicamente assim! A banda se formou em 2019 e iniciamos os ensaios e todas as coisas que precisávamos.

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A influência do Rock Alternativo e do Grunge são bem evidentes no trabalho de vocês, tanto na alternância de peso como nos riffs e melodias. Acreditam que essa sonoridade ainda atinge muito público hoje em dia?

Acreditamos que o Rock não morreu e nunca vai morrer. Nós acreditamos que quando a parada é feita com verdade e tem uma mensagem real que queremos transmitir, outras pessoas vão se identificar com isso e vão passar pra frente. Estamos percebendo que pelo menos aqui no Brasil, em São Paulo, existe uma cena no Rock muito forte que está voltando e mesmo se não existisse nós íamos continuar fazendo Rock e escrevendo sobre coisas que nos incomodam. Mas sim, acreditamos que esse estilo ainda atinge muitas pessoas!

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A banda traz letras reflexivas em seus trabalhos: como pretendem atingir o público?

Ter uma banda Rock é um “trabalho de formiguinha”: geralmente tocamos em pequenos festivais, casas pequenas, às vezes tem pouco público. Mas, uma pessoa já é o suficiente pra passarmos nossa mensagem. Cada pessoa que assistir, que escutar o disco e compartilhar é muito importante pra nós!

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Ano passado vocês lançaram um álbum. Qual o próximo passo agora?

Estamos compondo mais um EP e em breve vamos entrar em estúdio pra gravar essas músicas! Com os 3 compondo juntos agora, as músicas estão mais estruturadas e estamos indo pra um lado mais Stoner Rock que é o que a gente gosta de tocar.

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Qual a música que define melhor o trabalho de vocês?

Viver de Ilusões. Passamos uma parte grande de nossas vidas ouvindo as pessoas e ignorando o que realmente somos e sentimos. Essa música fala sobre isso.

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Falem um pouco das principais referências e como essa influência aparece no som de vocês.

Nós temos em comum o Rock dos anos 90, mas todas as bandas que escutamos acabaram contribuindo um pouco na hora da composição. Nós não pensamos muito como fazer isso ou aquilo, a gente cria uma ideia de riff no ensaio e vamos construindo a música no feeling. Por último encaixamos as letras. Mas as principais bandas do alicerce são: Nirvana, Pearl Jam, Silverchair, Extreme, Queens Of the Stone Age, e por aí vai.

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Toda banda tem um objetivo. E vocês? Aonde querem chegar?

É uma boa pergunta. O sucesso é muito relativo: anos atrás, tocar na televisão era o ápice de transmitir a mensagem da sua música e atrair público e consequentemente fechar shows e assinar um contrato. Hoje isso basicamente isso não existe mais. Então a internet, rádio e os festivais são os nosso principais canais, se não forem os únicos… Queremos tocar, queremos encher as casas de show, queremos ver a galera pulando e gritando nossas músicas. O resto é consequência.

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Sabendo que não há mais tanto espaço para esse tipo de música por aí vem a pergunta: por que fazer Rock autoral nos dias de hoje?

Uma boa pergunta. Todos nós já fizemos cover e bares também. Mas chega uma hora em que você (músico) se cansa de ser música de background em barzinho e quer passar sua mensagem. Nós estamos nesse ponto: chega de tocar música dos outros e vamos fazer as nossas.

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Qual o momento mais marcante na carreira da banda até hoje?

Tocar na Kiss FM foi uma realização pra nós! Hoje temos nosso single tocando quase que diariamente na rádio, a galera manda mensagem e pede nosso som, isso é muito foda!

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Para encerrar o papo: deixem uma mensagem para o público.

Queremos na verdade é agradecer! Nossas mensagens pras pessoas já estão nas músicas, mas nada disso importa se elas não são ouvidas. Então, queremos agradecer cada pessoa que escuta, que compartilha, que liga na rádio, que segue nosso perfil nas plataformas: todas essas pessoas são muito importantes pra nós! E sempre dizemos isso no final do show: “Obrigado galera! Não vivam em vão!”.

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