Após uma contagem decrescente ser narrada por uma voz masculina nos moldes de uma típica transmissão radiofônica AM dos anos cinquenta, a faixa explode em uma sequência de punchs melodiosos que escancaram uma essência floral e amaciada. Eis que, ao primeiro sinal do desenvolvimento do enredo lírico, o ouvinte percebe, nitidamente, se tratar de um rearranjo, um cover.
Vivido por uma voz masculina melodiosa e adocicada, o escopo verbal, ainda que pronunciado em diferentes modulações, destaca a sua natureza enredada na imagem de Fortunate Son, clássico creditado ao Creedence Clearwater Revival. Apostando na textura tilintante do pandeiro e na distorção suspirante da guitarra, a versão do Motihari Brigade para a referida canção traz sensualidade e uma maciez de densidade palpável.