Ela não chama a atenção apenas e tão somente pelo seu caráter profundamente pulsante. Na verdade, é a saliência do saxofone e do seu tom agudo de nuances estridentes que deixa os ouvidos em alerta graças ao seu viés cheio de vivacidade. De texturas ásperas e contando com um teclado que formula uma base um tanto entorpecente, a faixa soa sensual e necessariamente provocante.
Misturando menções estruturais do blues agraciados por uma igual parcela de psicodelia, a canção caminha perante uma cadência em 4×4 que oferece respaldo a uma voz masculina de timbre intermediário. É com esse formato que Everest traz o Red Dirt Skinners se inspirando em uma foto de uma fila de pessoas tentando alcançar o cume do monte Everest.