SER FÃ É TUDO DE BOM

Entrevista: Torture Squad

Na ativa desde 1989 e com um histórico recheado de clássicos, turnês internacionais e muitas outras conquistas que são motivos de orgulho e inspiração para as bandas do nosso país, o Torture Squad está num dos seus melhores momentos e gentilmente nos concedeu uma entrevista exclusiva, onde contam histórias, detalhes sobre o álbum recente, suas opiniões sobre carreira, vida na estrada, e também planos para o futuro próximo!  Acompanhe!

RM– A julgar pelo sucesso da tour e também pelo boa recepção ao novo trabalho, os fãs têm reagido muito bem à nova formação da banda, o que acaba por firmar mais a consolidação do momento atual, como vocês sentem esse feedback?

Amilcar Christófaro – Com muita felicidade com certeza. Porque acaba sendo um reflexo de como estamos nos sentindo bem tocando, compondo, estando um com o outro.

Castor– Essa formação tem menos de dois anos , mas sentimos que estamos juntos a muito mais tempo! Estamos tendo uma resposta muito positiva o publico tem curtido muito tanto o show como os álbuns dessa formação.

RM– Como todo e qualquer grupo experiente, a busca pela evolução tanto no âmbito composicional quanto performático é constante, desde o EP Return of Evil até o Far Beyond Existence como vocês se auto avaliam tanto como banda quanto individualmente nesses quesitos?

Amilcar Christófaro – Como banda a gente se entrosa a cada ensaio e a cada show, e acredito que isso passou nas músicas que compomos juntos como a Blood Sacrifice e a Cursed by Disease por exemplo. Particularmente na bateria eu me permito sempre estar inspirado em evoluir de alguma forma. A música agradece (risos).

Castor- Como banda como o Amilcar disse, a gente ensaia com muita frequência e isso traz naturalmente um entrosamento tanto nas composições e ao vivo. Individualmente eu aprendo bastante a cada álbum, tanto no processo de composição como no estúdio na hora da gravação. No Far Beyond Existence não foi diferente, hehehe.

RM–  Na gravação de um novo álbum, sempre acontece de a banda selecionar e prever as faixas que melhor funcionarão ao vivo, dentro deste lançamento, qual música vocês sentem que supre em cheio essa expectativa típica de estúdio?

Amilcar Christófaro – As três primeiras Don´t Cross my Path, No Fate, Blood Sacrifice e Hero for

the Ages.

RM– Como se deu o processo de composição do novo material, foi algo tranquilo e tudo ao seu tempo ou na já típica correria com a qual creio que já devam estar acostumados?

Amilcar Christófaro – Foi tranquilo, como sempre é na verdade, porque nós fazemos o nosso tempo e sabemos lidar com ele. Basicamente nós ficamos compondo e ensaiando as músicas novas. Fazemos algumas pré gravações pra sentir, tanto as composições, quanto para trabalhar a sonoridade para o álbum, e para o Far Beyond fizemos três pré-gravações antes de entrar em estúdio para a gravação final.

Castor– Sempre temos musicas e alguns riffs que não usamos em certo momento e que ficam guardados na nossa gaveta, e acabam entrando na hora certa. Tem musicas desse novo álbum

como a própria faixa titulo Far Beyond Existence que era da época do álbum Aequilibrium.

RM–  Ao ouvir atentamente as linhas de baixo e bateria, foi impossível não notar como os dois soam altamente sincronizados ao mesmo tempo em que soam groovy e pesados. Numa situação instrumental onde há apenas uma dupla de cordas, como é o diálogo musical entre vocês para suprir a ausência de uma guitarra base na hora dos solos ao vivo?

Amilcar Christófaro – Respeitamos o que sentimos acima de tudo. Se a gente sente que podemos trabalhar o baixo e a bateria no momento de solo da guitarra a gente faz, se não, continuamos procurando até achar o que se encaixa melhor, mesmo se for o baixo e a bateria fazendo a coisa mais simples do mundo. O importante é a música soar bem. Ao vivo o Castor dá um punch de volume e timbre no som do baixo na hora do solo da guitarra, e isso faz com que nesse momento a música não perca potência.

Castor– É isso mesmo que o Amilcar disse, também acho que a nossa cozinha tem muito das nossas influencias como Rush, Iron Maiden, Queensryche e Black Sabbath que incorporamos naturalmente dentro do nosso estilo no TS.

RM–  No cenário musical brasileiro, quase sempre não tão favorável ao metal, como é a sensação de terem se mantido firmes e fortes ao longo da estrada apesar de qualquer intempérie?

Amilcar Christófaro – A verdade é que os fãs da banda é que nós da energia e que faz aumentar a nossa vontade e a paixão pelo que fazemos. Quando você sente as pessoas sentindo as musicas do mesmo jeito que você, ouve coisas tão profundas sobre como sua música ajudou e marcou elas de alguma forma, isso realmente me pega de uma forma muito forte e com certeza é o maior combustível que existe para nos manter na estrada até quando tivermos saúde para isso.

RM– Podemos esperar um videoclipe ou registro oficial ao vivo de alguma música do novo álbum?

Amilcar Christófaro – Sim, os dois.

RM–  Quais planos vocês traçam para o ano vindouro, o que pode ser adiantado a nossos leitores?

Amilcar Christófaro – Agora em 2017 temos bastante shows até o final do ano. Mini tour na Argentina e finalizando o ano em São Paulo lançando o álbum tocando com o Zumbis do Espaço. Em 2018 temos uma turnê sul-americana para março, em abril teremos outra turnê pelo interior de São Paulo, Paraná e Minas Gerais, e em Maio vamos pela primeira vez para o México, tudo indica que tocaremos no México Metal Fest, seguido de uma turnê na América Central. Julho, Agosto e Setembro planejamos ir pra Europa para tocar no máximo de fests possíveis junto com uma turnê em clubes fechados, e pra finalizar o ano, temos a ideia de gravar um Cd/Dvd ao vivo em São Paulo para registar a tour do Far Beyond Existence.

RM–  Dentre os vários shows realizados no período pós- novo álbum, certamente há algum que fica na memória como o mais marcante, qual deles vocês consideram como o momento mais inesquecível até aqui?

Amilcar Christófaro – A tour inteira com o Hatefulmurder, Reconing Hour e Warcursed foi muito especial. O Araraquara Rock Fest e o show em Santo André foram momentos fortes também.

Castor– Eu incluo Jataí/Go também, foi um show com uma energia muito intensa e um foi dos melhores da turnê até agora na minha opinião!

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Sobre: NildoGomesSH

NildoGomesSH

Nildo Gomes é professor de canto do Centro Cultural da cidade de Horizonte- Ce, guitarrista e vocalista na banda de Power Metal Steel Hands. Apaixonado por música clássica e Metal, divide seu tempo entre as atividades como músico, professor e redator deste site, além de manter o canal de educação musical de sua escola particular, a Dendicasa Music School.

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