O som apresentado é caótico a ponto de beirar uma proposital dissonância. O incômodo e o desconforto são quesitos sensoriais inevitáveis que preenchem a experiência do ouvinte diante do contexto sônico providenciado pela canção. Não é de se surpreender que a interpretação lírica recaia na utilização de linhas vocais embebidas em uma mistura de timbres guturais e screamos.
Culminando em um ecossistema pegajoso, mas cheio de angústia, ressalvas e críticas, a canção vai assumindo um viés reflexivo perante certos cenários socioculturais. A partir daí, o PostHumanX imprime a sua visão, sem filtros, perante a ideia da dependência midiática, fazendo de Devour Yourself uma obra desesperançosa e reflexiva.