Gabriel Pina Gifoli nasceu em São Paulo, SP, no dia 10 de abril de 1993. Começou a tocar bateria por influência de seu pai e logo montou uma banda com um amigo de infância. Suas influências foram marcadas por Rush, Black Sabbath, Cannibal Corpse, entre outros. O baterista entende a música como uma manifestação artística e procura trazer isso em suas composições. Em entrevista, Gabriel Gifoli falou sobre esses assuntos e mais. Confira.

Como descobriu a música pesada em sua vida?

Posso dizer tranquilamente que ela sempre esteve lá. Meu pai, Francesco Gifoli, é baterista e toca em banda desde 1983, o que quer dizer que eu não apenas sempre ouvi o som, como também me interessei pelo instrumento bem cedo.

A música pesada em si sempre esteve por perto, principalmente com artistas clássicos do estilo lá no começo: Black Sabbath, Iron Maiden e outras que nem podemos chamar de metal, mas que foram fundamentais na primeira formação musical, especialmente AC/DC, Rush e Jethro Tull.

Depois de alguns anos, o interesse foi naturalmente crescendo e, em contato com amigos com interesses em comum (especialmente o Alex, quem eu conheço desde que tínhamos ambos 8 anos) nos foi fazendo descobrir bandas com o som cada vez mais pesado, passando por Metallica, Megadeth e Pantera e chegando, no fim da adolescência, a sons realmente brutais e bandas que já fugiam daquelas limitações do início, nomes como Cannibal Corpse, Death, Darkthrone e tantas outras

Como se identificou com a bateria e qual foi a primeira vez que tocou o instrumento?

Como disse anteriormente, a bateria, bem como o rock e o metal como um todo sempre estiveram ali, porque meu pai é músico desde que me entendo por gente (assim como dois tios muito próximos e vários primos), então a influência a aprender o instrumento é de berço, querendo ou não.

Não que o instrumento me tenha sido imposto nem nada do tipo! É verdade que tem foto minha sentado no banquinho da bateria antes mesmo de saber andar, mas o interesse real mesmo só veio lá pelos 7, 8 aninhos de idade, e desde então tenho me dedicado à batera o máximo que posso. É um instrumento maravilhoso, que amo muito e, ainda assim, me considero longe de dominar – o estudo é eterno!

Cite três bateras que são influências e três músicas do mesmo que são suas preferidas

O primeiro, absoluto e incontestável, é o já lendário Neil Peart, que nos deixou no começo de 2020. Eu diria que não apenas o Peart e o Rush enquanto musicistas, mas também enquanto compositores e letristas exerceram e vão continuar a exercer eternamente uma influência gigantesca sobre mim enquanto pessoa e músico. “Subdivisions” é a música da minha vida em termos de sentimento, identificação e prazer em tocar e ouvir, sempre – tanto que foi o som que escolhi gravar como tributo quando o mestre se foi.

Outro que foi primordial para mim, principalmente nos primeiros anos de batera, e isso pode até soar curioso para quem não me conhece tão bem e me escuta tocar, é o Phil Rudd, do AC/DC. Esse cara é o rei do “menos é mais”, uma filosofia que eu levo para a vida: humildade, bom-gosto e simplicidade são imbatíveis. O AC/DC é uma das minhas bandas do coração, sem dúvidas, e o Phill Rudd foi e ainda é um professor valioso. Ele pode tocar simples, mas ninguém toca igual a ele. Ninguém. A música que mais me cativa é “Gone Shootin’”; a pegada e o talento do cara estão resumidos ali.

Um terceiro nome que eu acho que merece entrar aqui pela importância na minha formação, especialmente lá no começo, é o Nicko McBrain, do Iron Maiden. É quase injusto citar o Nicko e deixar tantos outros de fora, claro, mas esse monstro incansável atingiu níveis que poucos outros vão atingir no sentido de música, técnica e feeling, tudo ao mesmo tempo. Escutar Iron Maiden é tão prazeroso hoje quanto era há 20 anos para mim, e o Nicko é diretamente responsável por isso. A música que mais me cativa, de longe, é Aces High: rápida, criativa, enérgica e sem nunca perder o fôlego, graças à percussão inigualável do cara.

Uma mensagem sobre o que traz e cria no Darchitect e qual sua expectativa em relação ao recebimento dos fãs para suas composições.

Eu sempre acreditei que música, enquanto parte indissociável da Arte, é uma forma maravilhosa de o ser humano expressar seus sentimentos, e é isso que o Darchitect é para mim, acima de qualquer coisa: um canal através do qual eu posso transformar tudo o que sinto em música, seja tocando, seja compondo ou escrevendo letras.

Acho que o que mais amo na banda é a ausência de limites ou fronteiras; nunca falamos “isso não combina com o Darchitect” – essa frase nunca foi usada! Se alguém tem uma ideia e todos gostam, por mais diferente ou “pouco ortodoxa” que ela seja, ela é bem-vinda e merece ser experimentada.

Eu posso dizer em nome de todos os quatro membros da banda que estamos ansiosíssimos pela opinião de todos em relação ao novo trabalho, que deve ser nos próximos meses. Vai ser diferente de tudo o que já fizermos, mas ao mesmo tempo carregar a nossa identidade – que ainda estamos tentando definir, talvez numa busca sem-fim, o que é saudável e positivo, eu entendo. Nós que compusemos, gravar e tocamos estamos, com a devida humildade, apaixonados pelo trabalho. No fim das contas, porém, importa muito se quem ouve vai gostar também!

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Darchitect:
Lucas Coca (vocal)
Alex Marras (guitarra)
André Silva (baixo)
Gabriel Gifoli (bateria)

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