Ao ouvir Gamma Ray, faço uma viagem ao passado quando comecei a ouvir Metal, sentado no corredor do meu prédio com meu grande amigo Thyago. Ele quem me apresentou algumas das bandas das quais sou fã até hoje, inclusive o Gamma Ray. Na época não tinha tanta ligação com o Metal pesado. Ouvia Nirvana, Red Hot Chilli Peppers (CD’s que roubei dos meus primos) e tinha mais contato com o Iron Maiden, Judas, Metallica e o Helloween.

E claro, quando ouvi o Gamma Ray pela primeira vez, me identifiquei de cara, afinal, para quem vinha de “Walls of Jericho” e dos “Keepers” com certeza se encontraria no som dos caras. Então ouvir novamente “Somewhere Out in Space” foi fazer uma viagem boa no tempo.

E o que dizer deste quinto trabalho? Só pelo fato de ser comandado por Kai Hansen já seria digno de se ouvir. Mas, “Somewhere Out in Space”, é também o disco que solidificou o Gamma Ray como formação e como um dos grandes nomes do Metal.

Neste disco temos 14 faixas que traduzem bem o espírito Power Metal que Kai gostaria de fazer após sua saída do Helloween. É nítido encontrar semelhanças e referências dos “Keepers” dentro de algumas faixas, como por exemplo, na faixa-título “Somewhere Out in Space”. Isso soa ruim ou sem personalidade? Ledo engano, meu jovem. É aqui que o Gamma Ray mostra sua capacidade de se reinventar e se diferenciar.

Claro, estamos falando de um álbum de Power Metal, que mantém uma constância dentro do estilo, com riffs fortíssimos, solos magistrais e baterias aceleradas como um coração batendo em velocidade de um Puma. Essa é a essência. E isso tudo aliado a uma das melhores vozes do Metal mundial.

Foi também em “Somewhere Out in Space” que o Gamma Ray encontrou sua formação mais longínqua. Foram quase 15 anos até a entrada de um novo membro na banda. Isso fez com que os trabalhos seguintes a “Somewhere Out in Space” demonstrassem ainda mais força e entrosamento da banda.

E lá se foram 21 anos deste trabalho, que ainda soa bem atual em relação às novas gerações de bandas Power que buscam seu espaço no mercado. Se fosse lançado hoje, certamente seria um sucesso novamente, pois é um grande trabalho dos alemães. Vale conferir.

Formação:
Kai Hansen – vocal, guitarra
Henjo Richter – guitarra, teclado
Dirk Schlächter – baixo
Dan Zimmermann – bateria

Faixas:
01. Beyond the Black Hole
02. Men, Martians And Machines
03. No Stranger (Another Day In Life)
04. Somewhere Out in Space
05. The Guardians of Mankind
06. The Landing
07. Valley of the Kings
08. Pray
09. The Winged Horse
10. Cosmic Chaos
11. Lost in the Future
12. Watcher in the Sky
13. Rising Star
14. Shine On