“Once” é um álbum divisor na história do Nightwish. Já consolidados como uma das grandes bandas de Heavy Metal Sinfônico, este trabalho marcou uma das maiores vendas e ganhos de prêmios e também a despedida da ‘alma’ do grupo: a vocalista Tarja Turunen.

O trabalho foi lançado em junho de 2004 e logo na primeira semana atingiu a marca de 80 mil cópias vendidas só na Alemanha, que nem é a terra natal dos Finlandeses. Essa marca foi conseguida graças às duas faixas que acabaram por se popularizar mais que o normal em álbuns de Metal: “Wish I Had An Angel” e “Nemo”.

Com certeza, foi graças a “Nemo” que o Nightwish atingiu patamares pouco vistos em suas turnês, levando tanto os fãs quanto os novos admiradores para seus shows. Com “Nemo”, ganharam discos de Ouro, de Platina, de Platina Dupla além de ter sido a faixa de maior sucesso na Europa ao final de 2004.  No total, mais de um milhão de discos foram vendidos. O que para época e para a banda em si, é um número de muito respeito.

Falar do Nightwish nesta altura do campeonato é chover no molhado. A banda diferenciou o metal melódico, trouxe diversas referências clássicas e eruditas aos seus trabalhos e garantiu uma grande legião de fãs ao redor do mundo. Mas “Once”, quinto trabalho da banda, deve ser comentado pela sua qualidade musical e por ser o último grande trabalho da banda.

Logo de cara a pesadíssima “Dark Chest of Wonders”, com uma pegada Power Sinfônico foi a escolha perfeita para a abertura do trabalho. O encaixe com a filarmônica de Londres e o refrão bem trabalhado deixaram os fãs bem satisfeitos, ainda mais com a dupla que vem na sequência: a ótima “Wish I Had An Angel” e a clássica pop/comercial “Nemo”.

Apesar de ter seu lado positivo para a banda, esta canção, atrapalhou outras faixas tão boas quanto e que não tiveram tanto destaque. Após “Nemo”, temos a boa “Planet Hell” uma música de caráter mais religioso, falando sobre mitologia. Na sequência, “Creek Mary’s Blood” traz cânticos pronunciados na língua dacota – o dialeto representa uma das maiores comunidades falantes de uma língua nativa americana que restam nos Estados Unidos – e a novidade: a adição de flautas ao trabalho do Nightwish.

Podemos destacar também “Ghost Love Score” sobre desilusões amorosas e suas levadas progressivas aliadas à voz primorosa de Tarja, faixa que tem até uma áurea de despedida. E fechando “Higher than Hopes”, escrita por Tuomas Holopainen para seu amigo Marc Brueland, vítima de um câncer mortal em 2003. Com uma carga emocional bastante intensa, é uma das mais belas composições do álbum.

No geral, este quinto trabalho é um dos melhores do Nightwish com a voz de Tarja Turunen. Para os fãs da banda, uma grande perda. Para outros, um momento para saber se o Nightwish continuaria a desfilar suas belas canções provando que Tarja era substituível. Ou não.

Formação:
Tarja Turunen (vocal);
Emppu Vuorinen (guitarra);
Marco Hietala (baixo, vocais);
Jukka Nevalainen (bateria, percussão);
Tuomas Holopainen (teclado).

Faixas:
01 – Dark Chest of Wonders
02 – Wish I Had an Angel
03 – Nemo
04 – Planet Hell
05 – Creek Mary’s Blood
06 – The Siren
07 – Dead Gardens
08 – Romanticide
09 – Ghost Love Score
10 – Kuolema Tekee Taiteilijan
11 – Higher Than Hope