É interessante perceber que, a partir da união de uma silhueta sonicamente digital de nuances agudas com um escopo rítmico pulsante, a canção consegue explorar um audacioso contorno dramático. Rápida e surpreendentemente, o baixo entra em cena logo em seguida sob uma aparência sorrateira, áspera e corrosivamente linear.
Sob os lampejos de uma guitarra distorcida em um riff grave, a composição vai sendo adornada por traços de um viés sombrio tão intenso quanto a própria noite. Combinando brisas de agonia e desespero com vislumbres de uma espécie de insanidade censurada, Company Town se mostra marcada por uma ecoante e clemente camada lírica. É a partir dela que a pungência assume certo grau de protagonismo.