O que torna apaixonante no cenário heavy metal é como eles preservam o legado. Podem chamar de conservadorismo ou o que for, pode ser que as coisas demorem a se tornar clássicas dentro do estilo, mas o que se faz com qualidade dentro do estilo, de alguma forma, acaba se tornando eterno!
Por isso, é muito comum nos depararmos com bandas gravando covers, álbuns inteiros de tributos com diversos artistas, além de uma única banda prestando homenagem às suas inspirações. Podem julgar o quanto for, mas além de homenagem, isso demonstra união e gratidão, tornando todo um cenário mais positivo do que negativo.
O Circle of Stone, originário de Atlanta, Estados Unidos, é um duo dinâmico formado no final de 2023 pelo talentoso Russell Stewart, do Reino Unido, e Joe Garmon, dos EUA. Neste seu mais novo EP, “Covered In Stone”, eles primam por trazer seis clássicos (alguns nem tanto) de bandas icônicas (aí sim, todas) em versões de sua autoria.
Com Stewart nos vocais, guitarra rítmica e baixo, e Garmon nas guitarras solo e rítmica, além de J.R. Mysterion na bateria e percussão, o trio traz versões arrebatadoras para sons de nomes como Metallica, Deep Purple, ZZ Top, Thin Lizzy, Black Sabbath e Judas Priest.
Um dos fatos comuns do repertório é que nenhuma versão ficou abaixo da média, além da maioria delas serem fieis à original, o que mostra que a banda não quis mexer em vespeiro e muito menos reinventar a roda. Seguros, preservaram todo um legado.
O disco abre com um clássico absoluto do rock mundial. “Jailbreak”, do Thin Lizzy, soa fiel e com um detalhe interessante para a bateria de chimbal mais claro e uma produção crua que casa muito com a música. Sem dúvidas deixa a gente curioso para os próximos passos.
Esse passo nos faz deparar com “Turbo Lover” do Judas Priest, uma faixa que quebrou barreiras, envelheceu muito bem e que só o tempo mostrou o quanto ela é magistral, já que “Turbo”, disco dos britânicos lançado em 1986, foi um fiasco, até hoje é contestado, mas tem sua importância irreparável.
O destaque final fica, sem dúvidas, para a surpreendente “Devil’s Dance” que, com certeza, não é uma das faixas preferidas dos fãs de Metallica, mas que o Circle of Stone mostra que deveria ser, pois estamos diante de um metalzão noventista de tirar o chapéu! Mandaram muito bem e sem se comprometer. Justa homenagem!
https://open.spotify.com/artist/23uU7ckSm03ite2pDDvnT5?si=BOIitw-qTG2z23Wk3xUUJw
https://www.instagram.com/circleofstonemusic?igsh=Y2xwdHoyemw0eWl4