Ben Rankin: novo álbum “In Memoriam” promove peso e melodia consistentes

De Canberra, Austrália, Ben Rankin enveredou à cena metal com projetos que estão atravessando a década. O primeiro passo que deu com o single “When the Clock Runs Out” (2020) pavimentou um caminho criativo entre a sensibilidade e rispidez. Isso porque seu último trabalho, “In Memoriam” (2026), destoa de tudo que ele fez no início de carreira ao investir na forma mais bruta do heavy meta. A introdução de “Voices”, primeira faixa do álbum, até passa uma falsa impressão de música soturna, porém, o peso a seguir chega chutando a porta. Adiante, a afinação baixa da guitarra em “Save Your Tears” aproxima o seu som ao terreno do djent, ampliado por um dos singles do álbum, “Deathwish”.

Em “Do You Believe In an Afterlife?”, a musicalidade mais trabalhada toma de conta da audição com sua melodia menos abrasiva e um refrão cativante. O uso de uma guitarra de 7 cordas proporciona a algumas músicas, mais versatilidade. Observe que em “A Societal Collapse” a velocidade e peso se alternam harmoniosamente. De maneira idêntica, “Parasite” assume uma direção mais agressiva. O impacto da direção musical que Rankin resolveu seguir é marcante em cada faixa do disco. O poder dos riffs, o encaixe dos solos e os vocais completamente nervosos, brindam o momento atual.

As influências que este músico de apenas 22 anos de idade inseriu nesta obra, é fácil observar, pois reúne em músicas como “Rewind” tudo que foi desenvolvido na cena pesada desde o início dos anos 2000. Os temas preferidos de Rankin giram em torno de tormentos e transtornos, por isso que em músicas como “With You” climas pesados, ainda que vistam capas de baladas. O músico também prefere trabalhar em sua própria casa, onde elaborou, tocou e gravou o álbum. A única parte que o próprio autor não meteu a mão foi na masterização, que ficou a cargo de Levi Russell. O bom exemplo dessa produção está em faixas como “Crown of Thorns”.

Assim como acontece em “None In a Million” e outras, Rankin gosta de introduzir efeitos de bateria eletrônica em algumas partes. Isso é um produto versátil que transforma a música do artista solo mais variada. O lado mais virtuoso revela a instrumental “Breathing Space”, enquanto “I’m Not Myself” traz o sentimento profundo que o acompanha desde o início. Esta fase de Ben Rankin é uma das mais visíveis sentimentalmente, seja pelo lado tempestuoso ou pelo lado melancólico.

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