“Metástase” é um disco de estreia e não o início da banda
Por VHPress
Foto Divulgação / July Cardoso
A estreia é uma faca de dois gumes. Ao mesmo tempo em que erradia em energia e criatividade, pode ser um passo desastroso caso a banda não saiba lidar com a situação. Mas, muitas vezes o trabalho requer paciência e a paciência é uma dádiva de poucos, principalmente em se tratando de arte.
Na ativa desde 2019, a Umbral maturou seu som além dos lançamentos. Com dois EP’s e cinco singles na bagagem, o quinteto araraquarense passou por mudanças de formação, viveu o momento pandêmico que assolou o mundo logo após a banda se formar, fez shows pelo solo brasileiro e somente agora, sete anos depois, chega ao seu debut.
“Metástase” é um álbum de estreia, mas não marca um início. É a consolidação de uma banda que, pacientemente, moldou seu som e só quando estava segura de si, resolveu soltar um ‘full-lenght’, tanto que o disco traz quatro de seus principais clássicos, além de um interlúdio e três faixas inéditas.
“A produção de um álbum é algo muito mais complexo, foi um caminho percorrido diferente do que já estávamos acostumados (até então singles e EP’s). Sinto que ele representa a maturidade de fato, não só da Umbral como banda, mas dos integrantes como pessoas. O maior destaque, artisticamente falando, foi a atmosfera criada em todo o álbum. É um álbum com começo, meio e fim, como um livro, em que tudo faz sentido quando ouvido de forma completa, do início ao fim. As letras e sonoridades foram pensadas de forma em que há uma progressão e que tudo se encaixa”, comenta o guitarrista Flávio Zanucoli.
A estreia de fato em “Mestátase” é do baterista Wagner Marioto, que significa parte de um resgate do instrumentista no cenário. O músico, que chegou a dividir o palco com a Umbral em alguns momentos em outra banda, conta sua chegada. “Eu fiquei mais de 15 anos sem tocar, retornei em 2022 como baterista da banda Desafeto, onde lançamos um single e um clipe. Toquei com a Desafeto no Alternatal 2023 em Araraquara (terra natal da Umbral). Fui chamado para um freelance de 2 shows com a Umbral em 2025 e me identifiquei com a banda. Após o segundo show fui convidado a assumir a bateria, permanecendo nas duas bandas”.
“Conhecemos ele de alguns shows que dividimos palco com a banda Desafeto. O Wagner é exatamente o que estava faltando na família Umbral: um cara tranquilo, comprometido e bem-humorado, além de ser um monstro tocando bateria”, complementa Zanucoli.
Passo significativo na carreira do grupo que criou uma identidade forte, mostrando personalidade dentro do thrash metal e hardcore, “Metástase” é um disco que abre ainda mais caminhos para o grupo. O vocalista Douglas Ribeiro destaca sua maior participação no processo de composição. “É muito gratificante ter mais uma obra concluída, mesmo depois de muito trabalho e até alguns imprevistos. Fico feliz que meus companheiros de banda gostaram também das ideias que apresentei com as faixas “Lapada” e “Carcaças de Teia”, esta última que tem origem e essência pensadas pelo Lucas Borba (baixista). As faixas são de alguns anos atrás, porém, carregam uma energia atual, somada à identidade que vêm sendo construída aos poucos pela Umbral durante estes anos.”
Completada pelo guitarrista Gabriel Fernando, um dos principais arranjadores e letrista da banda, compondo boa parte do instrumental do disco, além de idealizar a capa, que é de autoria de Marco Canato e Natany Angelo, tendo contracapa feita também por Canato, além de Luiza Zanucoli, o grupo agora tem seu ciclo mais completo, porém longe de ser encerrado.
“Metástase”, que teve produção do próprio quinteto no Smonkey Records®, é o disco que consolida a carreira da Umbral e dá um passo gigante na caminhada do grupo, que continua com seu som pesado, com ‘groove’ característico e letras onde a filosofia, contexto político e social, além de protesto, se unem como seu principal grito de guerra.
Confira “Metástase” agora:
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