Resenha: Exylle – Dead When Born By The Church (2016)

A banda curitibana Exylle é uma das peças de renovação do cenário de Metal daquela região. Formada em 2014, vem mantendo uma agenda de atividades cheia, tendo lançado um EP em 2016 e já trabalhando em cima do lançamento de seu primeiro full length, mas principalmente atuando em cima dos palcos, participando de vários festivais.

O quarteto formado por Victor Hugo (baixo e vocal), Johnny Bordignon e Kevin Vieira (guitarras) e Rycardo Antonio (bateria) juntou quatro de suas composições no EP “Dead When Born By The Church”. Se tivéssemos uma escala de medição, com Thrash Metal em uma ponta e Death Metal na outra, o som da banda se situaria na posição de ¾ da medida inclinando-se para este último estilo. Bandas como Slayer respondem pela parte Thrash da influência, com a aura maligna de seu som, mas o Death de Chuck Schuldiner e, principalmente, o Obituary, são os referenciais mais próximos. Obituary, por sinal, tem a sua presença facilmente identificável na audição da faixa “Chernobyl Ghost”, onde se nota que o vocal de John Tardy é uma inspiração para a performance de Victor Hugo.

Antes de falarmos das composições, necessário é apontar preliminarmente que a produção do EP tem algumas carências que precisam ser revistas, principalmente nesse momento em que a banda está preparando seu álbum. O som de bateria surge como o aspecto mais crítico, com muita presença de pratos, um pouco de caixa e só. O timbre das guitarras peca em alguns momentos, como no começo da faixa-título, quando soa muito próximo do padrão demo-tape, ao contrário do timbre presente nos riffs de “Destruction”, que está realmente devastador e pode ser a referência ou o ponto de partida para direcionar a sonoridade do material que vem pela frente.

Esses detalhes não se referem à qualidade das músicas ou à abordagem que os integrantes tem de seus instrumentos, mas apenas à captação em estúdio e podem ser aperfeiçoados com tempo e atenção. Faixas como a já mencionada “Destruction” – onde o espírito de Obituary ressurge com força – e a derradeira “The End” são números que estimulam a abertura de rodas de mosh em qualquer show. São composições variadas e nas quais pode ser percebido também a existência do cuidado para a criação de solos curtos e eficientes, mais adequados para a linha musical que a banda segue.

O saldo do EP é positivo. Os detalhes que podem ser melhorados não prejudicam a nossa compreensão da proposta do Exylle, mas nos estimulam para aguardar o prometido álbum. Composições desse naipe com uma produção mais apurada??? Vale a pena esperar!!!

Formação

Victor Hugo – baixo, vocal

Alex Rodrigues – bateria

Johnny Bordignon – guitarra

Kevin Vieira – guitarra

Músicas

1 Dead When Born by the Church

2 Destruction

3 Chernobyl Ghost

4 The End

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