Iniciando sua trajetória nos anos 90, Tyson Dickert cofundou várias bandas, começou a compor e gravar músicas e apresentou-se ao vivo por toda a região do Meio-Oeste dos EUA. Ele passou mais de três décadas refinando uma sonoridade que mistura a carga emocional do pós-rock com o imediatismo do rock alternativo.
Ao ouvir este seu mais novo disco, “Supervoid”, além de notarmos que ele transita por territórios extras, não dá pra acreditar que Tyson ficou um tempo afastado da criação musical. Apesar de que ele pode ter se mantido antenado, afinal de contas é o que a música mais entrega.
Nas nove faixas que encontramos no disco, além do equilíbrio predominante no nível das composições, notamos um artista que transita pelo indie, stoner rock, alternative e ainda encontra espaços para inserir linhas psicodélicas que se aproximas do progressivo. Tudo com uma abordagem particular, que colabora e muito para o desenvolvimento de sua personalidade.
Os destaques ficam por conta de “Rising With The Stars”, por conseguir inserir todos esses ingredientes que a banda utiliza, o rock enérgico de “A Thousand Quiet Revolutions” e toda sua excentricidade, além de “Cutting Deep”, o surpreendente post-punk que foi escolhido (sabiamente) com o single prévio. Um primor!