Thomas “Tom” Kupfer, baterista e vocalista, é a mente pensante por traz deste projeto alemão que surgiu em 2018. O trabalho traz uma coisa fundamental para qualquer seguimento da música que se prese: a paixão. Isso fica nítido ao ouvir as canções do Savagegroup, inclusive seu mais novo single, que destrincharemos aqui nas próximas linhas.
Multi-instrumentista Tom, que iniciou sua jornada musical na bateria com apenas 3 anos de idade, passou a dominar a guitarra, o baixo e os teclados por pura necessidade de dar vida aos inúmeros riffs pesados e melodias que tinha na cabeça, exatamente como os imaginava; hoje, ele cuida de todas as gravações em seu próprio estúdio. Após uma busca incansável pelo vocalista ideal, o próprio Tom assumiu o microfone, mostrando uma evolução natural e que o esforço compensa.
Hoje, ele conta com a companhia do guitarrista base Daniel (carinhosamente apelidado de “rhythm slave”) e do baixista Thomas. O nome da banda, Savagegroup, reflete perfeitamente seu espírito único: mesmo com o passar dos anos, os integrantes mantêm viva, com alegria, uma criança interior selvagem, caótica e maravilhosamente louca.
O Savagegroup já desfruta de alguns lançamentos, o que ajudou a moldar seu som. Após o álbum de estreia de 2018, “Wall of Fear” (que trazia o Melodic Metal clássico dos anos 80 e 90), e a incursão solo de Thomas no hard rock em 2020 com “Trust Me”, o trio passou os últimos anos elaborando meticulosamente seu aguardado próximo disco, “Fallen Angel”, com lançamento previsto para 2027.
E, eis aqui “Paradise Lost”, faixa que pode ser uma das prévias do disco e mostra uma evolução natural da sonoridade, entregando um trabalho digno e ainda mais abrangente. Isso porque a composição mostra a pegada de mais estilos, porém sem forçar a barra, soando da forma mais natural possível.
Orgânica, longe das armadilhas do IA, a música prima por trazer elementos de fundo orquestrado, o que dá todo um tom épico, nos remetendo ao auge do Savatage. Claro, a personalidade própria está aqui e o Savagegroup ainda traz muito peso e leves toques progressivos.
A faixa também prima por incorporar riffs pesados de guitarras e um andamento semi-cadenciado que ajuda a tornar a faixa ainda mais pesada. Tom se mostra um vocalista mais seguro, inclusive arriscando notas altas e tendo seu timbre original como uma das principais assinaturas da banda. Que venha logo o segundo disco, pois ele está bem representado!